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Segurança

Especialista aponta necessidade de qualificar a força policial

Diretora do Instituto Sou da Paz defende uso de armas menos letais e reforço na investigação para conter a violência no país.

Redação•25 de set. de 2026, 07:47
Especialista aponta necessidade de qualificar a força policial
Imagem: site

Especialista aponta necessidade de qualificar a força policial

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O Brasil registrou 6.602 mortes decorrentes de intervenção policial em 2025, de acordo com os números do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Paralelamente, levantamento do Instituto Sou da Paz aponta que 94% dos brasileiros avaliam a própria cidade como violenta.

Em entrevista ao Live CNN, a diretora do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, defendeu a necessidade de qualificar o padrão do emprego da força pelas corporações policiais, além de investir em equipamentos menos letais e no suporte à saúde mental dos agentes. A especialista pontua que o controle da letalidade e da violência depende de decisões políticas e de ações preventivas internas nas instituições.

Como referência positiva, Carolina Ricardo citou o caso de São Paulo entre os anos de 2020 e 2022, período que registrou quedas contínuas na letalidade e na vitimização policial após a adoção de pistolas de choque. Segundo a diretora, o equipamento é fundamental em ocorrências críticas, como ameaças a mulheres por seus parceiros. A utilização da pistola de choque permite neutralizar o agressor e proteger a vítima sem a necessidade de tiro com arma de fogo.

Paradoxo da segurança pública

A entrevista também abordou o contraste entre as estatísticas oficiais e a percepção dos cidadãos. Mesmo com quedas em alguns indicadores de crimes patrimoniais e homicídios no país, 94% da população segue considerando suas cidades violentas. Para Carolina Ricardo, essa sensação de insegurança decorre da frequência de roubos de celulares, associados a golpes digitais, e da alta exposição diária a notícias sobre violência nas redes sociais. A especialista destaca que os roubos de aparelhos móveis envolvem bens de alto valor cotidiano e que o Estado ainda falha em responder adequadamente a essa modalidade delitiva.

Avaliação de planos de governo

Diante do cenário eleitoral, a diretora do Instituto Sou da Paz alertou os eleitores a desconfiarem de propostas focadas estritamente no endurecimento penal, classificando o aumento de penas como ineficaz. Para ela, o foco deve ser o cumprimento das penas existentes, a prisão de criminosos e o fortalecimento das investigações conduzidas pela Polícia Civil, em vez de transferir a responsabilidade para os poderes Legislativo e Judiciário.

O Instituto Sou da Paz estabeleceu diretrizes para a análise de planos de governo de candidatos na área de segurança:

  • Diagnóstico: avaliar a dimensão e as causas dos problemas.
  • Competência: verificar as atribuições da presidência.
  • Financiamento: analisar custos, fontes de recursos e distribuição.
  • Implementação: checar a capacidade de execução.
  • Evidências: buscar estudos ou experiências práticas que sustentem as propostas.
  • Metas: mensurar objetivos e prazos.
  • Coordenação: observar a atuação conjunta com estados e outros poderes.
  • Controle: prever mecanismos para evitar desvios e abusos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/e-preciso-qualificar-uso-da-forca-policial-diz-especialista-a-cnn/

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