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Específicos da reta final: especialistas debatem o perfil do eleitor indeciso nas eleições de 2026

Pesquisa aponta que cerca de 18% dos eleitores ainda não definiram voto para a Presidência a dias do primeiro turno das Eleições 2026.

Redação•01 de out. de 2026, 04:30
Específicos da reta final: especialistas debatem o perfil do eleitor indeciso nas eleições de 2026
Imagem: site

Específicos da reta final: especialistas debatem o perfil do eleitor indeciso nas eleições de 2026

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A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, uma parcela considerável do eleitorado brasileiro ainda não definiu seu voto para a Presidência da República. Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (30) pelo Instituto Meio/Ideia apontou que cerca de 18% dos eleitores não indicam o nome de um candidato ao cargo. O índice representa um crescimento de 10 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2022.

O tema foi debatido no programa O Grande Debate Eleições 2026, realizado na quarta-feira (30), que reuniu Yuri Sanches (AtlasIntel), Cila Schulman (Instituto Ideia), Marcelo Tokarski (Nexus), Bruno Soller (Real Time Big Data) e Guilherme Russo (Quaest). Os especialistas analisaram o perfil dos indecisos, a situação do chamado "segundo pelotão" e a migração de votos na reta final da campanha.

A queda dos indecisos e a pressão do calendário

Guilherme Russo, da Quaest, apontou que o número de eleitores sem definição vem caindo expressivamente nas últimas semanas. "A expectativa é que até sábado, até domingo, caia para um patamar muito baixo, porque o eleitor é forçado a decidir", afirmou. O movimento ocorre em paralelo à desidratação dos candidatos do segundo pelotão — formados por Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) —, impulsionada por uma avaliação racional diante da força de Lula nas pesquisas.

Segundo Russo, o voto do eleitor de última hora costuma ser guiado por questões práticas do cotidiano, ligadas a preços de alimentos e serviços básicos de saúde. Para o especialista, a responsabilidade pelo eleitor ainda indeciso recai também sobre os candidatos, que falharam em conquistá-lo durante a campanha.

Migração de votos e o segundo pelotão

Yuri Sanches, da AtlasIntel, avaliou que a base de apoio de Ronaldo Caiado e Romeu Zema apresenta maior disponibilidade para migração de votos. Por outro lado, o eleitorado de Renan Santos mostrou-se o mais estável e fiel ao longo de toda a corrida eleitoral. Sanches destacou que as candidaturas de Caiado e Zema representavam tentativas de terceira via com propostas muito semelhantes às de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), abordando temas como segurança pública, anistia aos presos do 8 de janeiro e a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com pouca diferenciação, esse público iniciou um movimento em direção a Flávio Bolsonaro. O eleitorado de Augusto Cury, por sua vez, foi classificado como heterogêneo, com potencial para se dividir entre Lula e Flávio Bolsonaro.

O perfil predominante da eleitora indecisa

Cila Schulman, do Instituto Ideia, detalhou que o perfil majoritário entre os indecisos é composto por mulheres da região Sudeste, pertencentes à classe C e cansadas da polarização política. Historicamente, parte desse grupo pode ter votado em Bolsonaro, se desencantado durante a pandemia e, posteriormente, apoiado Lula com expectativas frustradas. "Então, ele não quer voltar nem para um nem para outro", declarou Schulman, estimando que de 3% a 4% do eleitorado com esse perfil será decisivo e figurará como o mais difícil de conquistar em uma campanha marcada pela ausência de debates programáticos.

O papel de Pablo Marçal e o cenário de segundo turno

Bruno Soller, do Real Time Big Data, avaliou que Pablo Marçal (PRTB) já cumpriu sua principal função na campanha ao confrontar diretamente Renan Santos em um momento de ascensão deste último. Para Soller, a capacidade de transferência de votos de Marçal é limitada na reta final, visto que seu público principal — evangélicos da classe C2 e da periferia de São Paulo — já migrou majoritariamente para Flávio Bolsonaro.

Por fim, Marcelo Tokarski, da Nexus, apresentou dados indicando que 60% dos eleitores de candidatos do segundo pelotão pretendem manter seus votos até o fim. Os 40% restantes que admitem mudança não migram de forma unânime para os líderes. Tokarski pontuou que 75% dos eleitores definiram o voto há mais de seis meses, consolidando uma eleição pautada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo. A projeção aponta que o eleitor indeciso tenderá a escolher "a opção menos pior" entre os líderes, tornando improvável uma definição logo no primeiro turno.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/qual-eleitor-ainda-pode-trocar-de-candidato-especialistas-comentam-3a-via/

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