Esperidião Amin Helou Filho é candidato do PP (Progressistas) à reeleição para o Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. A candidatura foi oficializada pela coligação Santa Catarina Acima de Tudo, que reúne o MDB, o PSD e a Federação União Progressista (União/PP).
O político declarou R$ 2,54 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Aos 78 anos, o candidato é natural de Florianópolis e possui uma trajetória pública de mais de cinco décadas, com passagens pela Prefeitura da capital catarinense, pela Câmara dos Deputados, pelo governo do estado e pelo Senado.
Formação e carreira profissional
Nascido em 21 de dezembro de 1947, Esperidião Amin é graduado em Administração pela ESAG (Escola Superior de Administração e Gerência), vinculada à Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), e em Direito pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Ele também concluiu mestrado em Administração e doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento, ambos pela UFSC. A profissão declarada à Justiça Eleitoral em 2026 é professor de ensino superior.
Antes de ingressar na vida pública, atuou nos negócios familiares e exerceu cargos administrativos no governo catarinense, como diretor de Administração da Secretaria de Educação e Cultura, assessor da Telesc (Telecomunicações de Santa Catarina) e diretor financeiro do Badesc (Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina). Também atuou como docente na Udesc e na UFSC.
Trajetória política
A atuação política de Amin começou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de extrema-direita da Ditadura Militar. Pela legenda, foi nomeado prefeito de Florianópolis em 1975, aos 27 anos, cargo que exerceu até 1978. Naquele ano, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina com 72.380 votos, obtendo a maior votação do estado no pleito. Durante o mandato na Câmara, licenciou-se para comandar a Secretaria de Estado dos Transportes e Obras.
Em 1982, concorreu ao governo catarinense pelo PDS (Partido Democrático Social) e venceu com 838.150 votos, tornando-se, aos 35 anos, o governador mais jovem do Brasil à época, segundo registros biográficos. O primeiro mandato ocorreu entre 1983 e 1987. Retornou à Prefeitura de Florianópolis em 1988, eleito pelo PDS, e permaneceu no cargo até 1990, quando renunciou para disputar o Senado. Naquele ano, foi eleito senador com 981.963 votos.
Em 1994, candidatou-se à Presidência da República pelo PPR (Partido Progressista Reformador), alcançando a sexta colocação com 1.739.894 votos. No ano seguinte, após fusão que formou o PPB (Partido Progressista Brasileiro), assumiu como o primeiro presidente nacional da legenda. Retornou ao governo de Santa Catarina em 1998, vencendo a disputa em primeiro turno com 1.429.982 votos, com um mandato focado na tentativa de reestruturar as contas estaduais entre 1999 e 2003.
Nas eleições de 2002, tentou a reeleição ao governo, mas foi derrotado no segundo turno por Luiz Henrique da Silveira. Também disputou o governo em 2006 e a prefeitura de Florianópolis em 2008, sem sucesso. Retornou à Câmara dos Deputados em 2010 pelo PP, com 166.524 votos, e foi reeleito em 2014 com 229.668 votos, registrando a maior votação para deputado federal na história do estado até então. Nesse período, liderou a bancada do PP e integrou comissões como a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania).
Em 2018, retornou ao Senado ao ser eleito com 1.226.064 votos, exercendo seu segundo mandato na Casa legislativa nas 56ª e 57ª Legislaturas, com previsão de término em 2027.
