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Estiagem e queimadas deixam 40 municípios do Amazonas em situação de emergência

Quarenta cidades do Amazonas estão em situação de emergência devido à estiagem, que já afetou mais de 101 mil famílias e impulsionou incêndios florestais.

Redação•19 de out. de 2026, 14:30
Estiagem e queimadas deixam 40 municípios do Amazonas em situação de emergência
Imagem: site

Estiagem e queimadas deixam 40 municípios do Amazonas em situação de emergência

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Um boletim divulgado pelo governo estadual neste domingo (18) aponta que 40 municípios do Amazonas encontram-se em situação de emergência em decorrência da estiagem. A crise climática e ambiental já atingiu 101.084 famílias em todo o estado.

Além das cidades em emergência, Manaus e outros 16 municípios estão sob decreto de alerta. O levantamento oficial também identifica cinco localidades em situação de atenção, enquanto nenhuma cidade amazonense registra normalidade no momento.

A situação é agravada pelo avanço das queimadas e de uma densa fumaça que encobre a capital. Dados do Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), indicam que nos dez primeiros dias de outubro os focos de incêndio cresceram 271% em relação ao mesmo período de 2025, saltando de 372 para 1.380 ocorrências. Até o dia 18 de outubro, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) contabilizou 8.165 focos de calor no estado.

Impactos na qualidade do ar e na saúde em Manaus

A capital do Amazonas tem enfrentado dias de fumaça intensa oriunda das queimadas. A qualidade do ar atingiu níveis críticos, recebendo classificações de “perigosos” em monitoramentos internacionais como o da IQAir.

Diante do cenário de poluição, a Prefeitura de Manaus manteve as aulas da rede municipal de ensino com atividades presenciais suspensas nesta segunda-feira (19). No último sábado (17), o prefeito da cidade solicitou apoio diante da persistência da fumaça, e a administração municipal orientou moradores a diminuírem a exposição ao ar poluído, além de incentivar denúncias de focos de incêndio.

Os reflexos na saúde pública foram confirmados pela Semsa (Secretaria Municipal de Saúde), que registrou um aumento de 10,5% nos atendimentos médicos direcionados a doenças respiratórias entre os meses de agosto e setembro.

Dificuldades nas operações aéreas e reforço federal

A densa camada de fumaça tem comprometido a visibilidade e prejudicado as ações de combate ao fogo. De acordo com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), quatro helicópteros que prestavam apoio no transporte de brigadistas, equipamentos e no lançamento de água não conseguiram concluir missões por falta de visibilidade. Por outro lado, seis aeronaves Air Tractor conseguiram operar o lançamento de água mesmo com as limitações visuais. O órgão ambiental ressaltou que aeronaves sob regras de voo visual exigem requisitos mínimos de segurança.

Para enfrentar o avanço das chamas, o governo federal anunciou o incremento da estrutura de combate aos incêndios, elevando o número de aeronaves de 11 para 16, além do envio de mais equipes e da ampliação de medidas assistenciais na região.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/am/estiagem-deixa-40-municipios-do-amazonas-em-emergencia/

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