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Estudantes franceses mantêm protestos mesmo após plano do governo

Estudantes franceses mantêm protestos e convocam novas greves após governo anunciar plano para enviar 3 mil professores às escolas públicas.

Redação•09 de out. de 2026, 13:30
Estudantes franceses mantêm protestos mesmo após plano do governo
Imagem: site

Estudantes franceses mantêm protestos mesmo após plano do governo

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Estudantes franceses anunciaram que vão manter a mobilização e os protestos, apesar de o governo ter anunciado um plano emergencial para reforçar o quadro de professores nas escolas públicas. Considerada a primeira vitória concreta do movimento, a medida prevê o envio de 3 mil docentes às salas de aula.

Mesmo com o anúncio, os sindicatos estudantis convocaram uma nova rodada de greves para a próxima terça-feira, 13. O Ministério da Educação informou que 141 instituições de ensino continuavam fechadas nesta sexta-feira, 9. Iniciados no final de setembro em colégios de ensino médio nos arredores de Paris, os atos ganharam força devido à insatisfação com a falta de professores e aos problemas estruturais da rede pública, expandindo-se para universidades e diferentes regiões do país com a adesão de estudantes, docentes e sindicatos.

O ministro da Educação, Édouard Geffray, declarou que o governo está contatando cerca de 3 mil professores qualificados que ainda não iniciaram as atividades para direcioná-los às instituições com maior necessidade de pessoal, especialmente em áreas de baixa renda. Segundo o ministro, o plano terá impacto imediato e custará dezenas de milhões de euros. Durante visita a uma escola na região de Paris alvo de vandalismo, Geffray relatou que mais de 100 professores ficaram feridos desde o início das manifestações.

Para os estudantes, no entanto, a iniciativa não resolve os problemas do sistema educacional francês. Marius Mesnil, representante de uma associação estudantil do ensino médio, afirmou à rádio Franceinfo que a resposta demonstra a eficácia do movimento, mas criticou a necessidade de bloquear centenas de escolas para conseguir uma reação governamental.

A pressão também atingiu o ensino superior. A polícia desfez um bloqueio na Universidade Paris-Panthéon-Assas nesta sexta-feira. A escola de engenharia Mines Paris sofreu interrupções e o Institut Catholique de Paris adotou aulas remotas devido ao bloqueio de seu campus.

Na quinta-feira, 8, atos ocorreram em cidades como Lille, Rennes, Nantes, Lyon e Marselha, enquanto em Paris os manifestantes marcharam até a Praça da Bastilha. O Ministério do Interior registrou 71,5 mil pessoas nas ruas em todo o país. O cenário elevou a pressão sobre a gestão do presidente Emmanuel Macron, que tenta atender às demandas em meio a planos de ajuste fiscal.

O Ministério da Educação aponta que quase 10% das horas de aula nas escolas públicas de ensino médio da França não contam com professores, estimulando famílias de maior poder aquisitivo a migrarem para a rede privada. Diante do desafio de equilibrar as contas públicas, Stephane Boujnah, presidente da Euronext, sugeriu à rádio RMC a redução de despesas com pensões para destinar recursos às novas gerações.

As manifestações também alcançaram a Bélgica, onde estudantes uniram-se a trabalhadores em greve geral nesta sexta-feira, afetando transportes e voos. Em Bruxelas, houve confrontos e a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água. Na França, sindicatos estudantis exigem investimentos de 10 bilhões de euros na educação, e o governo prometeu novas medidas até o fim do mês.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/estudantes-franceses-prometem-manter-protestos-apos-conquistarem-primeira-vitoria/

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