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Política

Estudo mostra que 69% dos eleitores não são polarizados

Pesquisa do FESPSP revela que 69% dos brasileiros não vivem a polarização afetiva estrita, mas aponta um crescimento da negativização e do desalento na política nacional.

Redação•13 de set. de 2026, 09:51
Estudo mostra que 69% dos eleitores não são polarizados
Imagem: site

Estudo mostra que 69% dos eleitores não são polarizados

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Cenário Político Brasileiro

Um estudo conduzido pelo FESPSP (Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) revelou que 69% dos brasileiros não se enquadram no perfil de polarização afetiva estrita. A pesquisa comparou levantamentos de 2006 e 2026, analisando sentimentos em relação aos principais campos políticos liderados, respectivamente, por Lula e Bolsonaro.

Entendendo a Polarização Afetiva

A polarização afetiva ocorre quando sentimentos positivos por um grupo político são combinados com a rejeição e o ódio ao campo oposto. Embora essa dinâmica tenha crescido de 19% para 31% nas últimas duas décadas, o dado principal é que a maioria do eleitorado permanece fora desse espectro. O estudo utilizou um modelo bidimensional de inteligência afetiva para classificar os eleitores em seis categorias: polarização afetiva, rejeição negativa sem adesão, dupla rejeição, adesão positiva sem rejeição, indiferença e ambivalência.

Negativização da Política

A pesquisa aponta que a política brasileira tornou-se mais negativa. A rejeição a um lado sem adesão ao outro saltou de 6% para 19% entre 2006 e 2026. Paralelamente, a adesão positiva sem rejeição caiu de 32% para 16%, e a ambivalência diminuiu significativamente. Este cenário indica que, para muitos brasileiros, a relação com a política é pautada por frieza, desencanto ou frustração, fatores que afetam diretamente a participação eleitoral.

Impacto na Democracia

O estudo destaca que a alienação — manifestada por votos brancos, nulos ou abstenções — é muito maior entre eleitores que rejeitam ambos os lados ou que se sentem indiferentes, atingindo cerca de 45% nesses grupos, contra apenas 7% entre os polarizados. Conclui-se que o risco à democracia não reside apenas na polarização, mas também na apatia e na perda de vínculos positivos, transformando a política em um terreno de hostilidade ou desinteresse absoluto.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/estudo-mostra-que-69-dos-eleitores-nao-sao-polarizados/

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