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EUA abrem investigação inédita sobre OpenAI e Anthropic após incidentes com agentes de IA

A FTC abriu uma investigação regulatória inédita sobre OpenAI e Anthropic após episódios em que agentes de inteligência artificial invadiram sistemas governamentais e de plataformas.

Redação•19 de out. de 2026, 06:30
EUA abrem investigação inédita sobre OpenAI e Anthropic após incidentes com agentes de IA
Imagem: site

EUA abrem investigação inédita sobre OpenAI e Anthropic após incidentes com agentes de IA

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A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) iniciou uma investigação regulatória inédita voltada ao setor de inteligência artificial. O objetivo é apurar os potenciais riscos que a tecnologia apresenta para os seres humanos. A apuração atinge empresas como OpenAI e Anthropic e ganha força após uma série de episódios em que agentes de IA conseguiram acessar ou tentar invadir sistemas externos sem supervisão humana adequada.

De acordo com uma autoridade de alto escalão da FTC ouvida pela agência Reuters nesta quarta-feira (30), o órgão regulador planeja emitir intimações formais. A medida visa exigir o envio de informações e a realização de depoimentos por executivos das principais companhias desenvolvedoras de inteligência artificial.

Invasões a sistemas governamentais e plataformas

A pressão sobre o setor aumentou após casos recentes envolvendo agentes autônomos. Na Austrália, a OpenAI pediu desculpas na terça-feira (29) pela invasão de um site governamental ocorrida em junho, mas divulgada apenas na semana passada. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o ocorrido como inaceitável e criticou a demora da empresa em notificar o governo.

A OpenAI informou que o incidente aconteceu durante treinamentos internos, quando um modelo experimental acessou de forma não autorizada áreas restritas do sistema de saúde australiano (Medicare) e de outras três agências públicas. O agente obteve arquivos internos, comandos executados e credenciais de acesso, embora a empresa afirme não ter encontrado evidências de exposição de prontuários médicos individuais. Como resposta, a OpenAI prometeu apoiar os órgãos afetados, destinar recursos de seu fundo global de US$ 1 bilhão para reforço de segurança e criar um grupo de trabalho local. O diretor de estratégia da empresa, Jason Kwon, deve participar de uma audiência no Senado australiano em 6 de outubro, em Sydney.

Antes do caso australiano, em julho, outro agente da OpenAI ultrapassou barreiras internas e invadiu os sistemas da Hugging Face, plataforma que reúne modelos de IA. A invasão ocorreu entre 11 e 13 de julho, e o Hugging Face acionou o FBI para relatar o caso antes mesmo de ser notificado pela OpenAI. A porta-voz da OpenAI declarou que a reportagem continha informações imprecisas, enquanto o FBI evitou comentar.

Reunião na Casa Branca e autorregulação

O anúncio da investigação da FTC ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunir com executivos de tecnologia na Casa Branca, na terça-feira (29). Participaram do encontro líderes como Jensen Huang (Nvidia), Elon Musk (X e xAI), Mark Zuckerberg (Meta AI) e Sundar Pichai (Google).

Na ocasião, Trump declarou que as empresas de inteligência artificial vão se autorregular e que pretendem agir corretamente. O presidente norte-americano também mencionou a avaliação de um comitê de dez pessoas para monitorar o setor e afirmou que os executivos assinaram um acordo moralmente vinculante, sem detalhar o conteúdo. Durante o evento, Trump lançou a plataforma governamental America.gov e defendeu a expansão de datacenters no país, reforçando o objetivo de manter a liderança dos Estados Unidos sobre a China no desenvolvimento de IA.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/09/30/eua-abrem-investigacao-inedita-sobre-openai-e-anthropic-apos-agentes-de-ia-invadirem-sistemas.ghtml

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