O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira (24) um "Dia D econômico" para países que ainda compram petróleo do Irã. Segundo especialistas, a medida tem como principal alvo a China, maior consumidora de energia do mundo e responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano.
Impacto global e reações
Bessent afirmou que a diplomacia discreta será usada para pressionar os países, mas não citou diretamente a China. "Sabemos quem são. Eles sabem quem são", declarou. A China, por sua vez, reagiu por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, que afirmou que "sanções e táticas de pressão não ajudam a resolver questões" e que o país tomará "todas as medidas necessárias" para proteger seus interesses.
As importações chinesas de petróleo iraniano caíram de 1,4 milhão de barris por dia para cerca de 700 mil nos últimos meses, segundo dados da empresa Vortexa. Analistas, no entanto, destacam que uma paralisação total teria impacto limitado na segurança energética chinesa, devido aos estoques existentes.
Riscos para a economia global
A medida dos EUA pode agravar as tensas relações comerciais com a China, que já enfrentaram uma guerra tarifária no governo de Donald Trump. Além disso, os consumidores americanos já sentem os efeitos dos preços altos do petróleo, com a gasolina custando em média US$ 4,10 o galão, contra US$ 3,15 no ano passado.
O Irã, por sua vez, nega que o Estreito de Ormuz esteja fechado, enquanto dados de rastreamento de navios indicam que o tráfego no local caiu pela metade. A utilização de frotas-sombra, que ocultam a origem e destino dos petroleiros, dificulta o controle das exportações.
