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EUA criam plano no Pentágono contra ameaças estrangeiras nas eleições

Secretário de Defesa dos EUA assinou memorando mobilizando o Pentágono para identificar e neutralizar interferências estrangeiras nas eleições de novembro.

Redação•29 de set. de 2026, 10:10
EUA criam plano no Pentágono contra ameaças estrangeiras nas eleições
Imagem: site

EUA criam plano no Pentágono contra ameaças estrangeiras nas eleições

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinou um memorando para mobilizar o Pentágono no combate a "ameaças estrangeiras" direcionadas às eleições de meio de mandato (*midterms*), agendadas para 3 de novembro. A assinatura do documento ocorreu em 22 de setembro e a divulgação pública foi realizada na segunda-feira, 28.

Conforme o texto oficial, o Comando Cibernético dos Estados Unidos e as Agências de Apoio ao Combate atuarão para rastrear, interromper e neutralizar possíveis ações de interferência de "atores estrangeiros" nos processos democráticos. Os órgãos têm a diretriz de produzir e coletar dados sobre riscos ao pleito, sempre respeitando os limites legais e as diretrizes do departamento.

O memorando destaca o princípio da soberania popular: "Na América, o povo governa — e precisamos garantir que a voz do povo permaneça soberana, segura e totalmente livre de interferências". Além disso, o documento aponta que o Comando Cibernético deve empregar suas competências e autoridades para enfrentar potenciais ameaças cibernéticas vindas do exterior.

Apesar das diretrizes, Hegseth não detalhou quais seriam especificamente os alvos ou as nações por trás das "ameaças estrangeiras", tampouco esclareceu quais providências práticas serão adotadas caso haja comprovação de interferência no sistema eleitoral do país.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que a atuação envolverá esforços conjuntos com parceiros federais, estaduais e municipais para "expor influências estrangeiras malignas", garantindo que as liberdades fundamentais dos cidadãos norte-americanos sejam preservadas. Segundo ele, "eleições livres e justas são a base da nossa república".

Contexto das midterms e cenário político

Realizadas na metade do mandato presidencial, as eleições legislativas podem ditar os rumos da gestão de Donald Trump. O pleito definirá a composição do Congresso dos Estados Unidos, renovando vagas tanto na Câmara quanto no Senado.

O governo de Trump enfrenta momentos de baixa popularidade, registrando 32% de aprovação — o menor índice de sua trajetória política, de acordo com levantamento da Reuters/Ipsos divulgado em setembro. A desaprovação atinge inclusive a base partidária: atualmente, 73% dos republicanos avaliam a gestão de forma positiva, uma queda em relação aos 82% registrados em pesquisa da mesma instituição uma semana antes. Entre os motivos apontados para a retração estão a condução da economia e os impasses relacionados à guerra com o Irã.

Diante do cenário de baixa popularidade, Trump prometeu um pagamento de US$ 5 mil (equivalente a mais de R$ 25,5 mil na cotação atual) para cada cidadão adulto nos Estados Unidos, condicionado à vitória do Partido Republicano nas urnas. O projeto, estimado em mais de US$ 1 trilhão (acima de R$ 5 trilhões), gerou debates éticos e evidenciou a apreensão dos republicanos com o pleito de novembro.

"Se os republicanos vencerem, vocês vencem conosco e recebem 5 mil dólares", declarou Trump durante comício de quase duas horas no Texas, ocasião em que também pediu para os eleitores "fingirem que estou na cédula".

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/eua-criam-plano-para-impedir-ameacas-estrangeiras-nas-eleicoes-de-novembro/

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