Relatório aponta impactos severos em infraestrutura militar e diplomática
O órgão oficial de fiscalização do Pentágono divulgou, nesta segunda-feira (14), um relatório especial sobre a guerra com o Irã, marcando o primeiro levantamento formal do Departamento de Defesa sobre as perdas de equipamentos e instalações norte-americanas decorrentes do conflito. De acordo com o inspetor-geral, que consultou o Comando Central dos EUA (CENTCOM), ataques iranianos danificaram e destruíram centenas de edifícios e estruturas em bases no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia entre fevereiro e junho.
O documento reconhece o esgotamento de estoques estratégicos de munição e detalha mudanças nas operações. Com a destruição de ativos críticos, como radares e a base da Marinha no Bahrein, as tropas precisaram realocar recursos. A logística foi severamente afetada, forçando o uso de bases remotas, como Diego Garcia, o que elevou os ciclos de reabastecimento para até 18 dias.
Impactos na diplomacia e operações de pessoal
O relatório, produzido em parceria com o Departamento de Estado e a USAID, estima que os danos às instalações diplomáticas dos EUA somaram US$ 184 milhões. Somente no Iraque, os ataques causaram prejuízos de cerca de US$ 157 milhões. Instalações em Riad, Dubai e Kuwait sofreram danos extensos devido a ataques de drones, forçando a suspensão de operações e a retirada de milhares de funcionários diplomáticos entre fevereiro e junho.
Atualmente, as representações operam sob regime de restrição. Enquanto autoridades discutem possíveis reduções permanentes na presença militar no Oriente Médio após o fim das hostilidades, a logística médica e o sistema de correio militar continuam enfrentando desafios significativos devido à configuração estratégica imposta pelos combates.
