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EUA encerram presença militar no Iraque após mais de vinte anos

Forças dos Estados Unidos concluem a retirada de suas bases no Iraque após mais de vinte anos de operações.

Redação•29 de set. de 2026, 13:41
EUA encerram presença militar no Iraque após mais de vinte anos
Imagem: site

EUA encerram presença militar no Iraque após mais de vinte anos

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As forças dos Estados Unidos devem desocupar suas últimas bases no Iraque até esta quarta-feira, 30, encerrando um período de mais de duas décadas de presença militar no território iraquiano. O acordo para o fim das operações foi firmado em 2024, durante a gestão do então presidente Joe Biden, e está sendo implementado pela administração de Donald Trump.

A desmobilização ocorre em um cenário de divergências e apreensões locais. Enquanto autoridades e analistas do Iraque manifestam receios de que a partida americana fortaleça a projeção de Teerã e de facções armadas aliadas, além de propiciar uma possível reestruturação do Estado Islâmico (EI), os grupos armados locais alinhados aos iranianos celebraram o encerramento das atividades estrangeiras.

Abu Mojtaba al-Yasiri, comandante da Resistência Islâmica no Iraque — coalizão de facções próximas ao Irã —, declarou à agência de notícias Reuters que a saída representa uma vitória expressiva para a resistência iraquiana e uma derrota do projeto dos Estados Unidos. Segundo ele, a data de 30 de setembro marca o fechamento de um capítulo negativo e demonstra que a soberania nacional é garantida pela vontade popular e pela resistência, e não por tropas de fora.

Por outro lado, setores da sociedade e especialistas apontam vulnerabilidades na segurança interna, argumentando que as forças iraquianas ainda mantêm forte dependência do suporte logístico, de inteligência e de operações com drones da coalizão liderada por Washington, especialmente diante da persistência de células clandestinas do Estado Islâmico que operam apesar da perda territorial registrada há quase dez anos.

Histórico da presença militar

A intervenção militar americana no Iraque começou em 2003 com a derrubada do regime de Saddam Hussein, sob a justificativa oficial de eliminação de armas de destruição em massa, argumento que não se confirmou. Após um longo período de ocupação e conflitos contra insurgentes, as tropas estrangeiras saíram em 2011, mas retornaram em menos de três anos atendendo a um pedido do governo do Iraque para combater o avanço do Estado Islâmico, que chegou a dominar cerca de um terço do território nacional.

O conflito deflagrado em 2003 resultou na morte de aproximadamente 4.500 militares dos Estados Unidos. Recentemente, o Iraque buscou manter proximidade diplomática tanto com Washington quanto com Teerã, transformando seu território em cenário de disputas geopolíticas, como o episódio de 2020 em que um ataque dos EUA no aeroporto de Bagdá vitimou o general iraniano Qasem Soleimani, além de episódios de ofensivas de milícias contra bases americanas.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/eua-deixam-ultimas-bases-no-iraque-apos-mais-de-duas-decadas-abrindo-espaco-para-ira/

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