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EUA investigam drones suspeitos de espionagem chinesa em bases militares

Autoridades americanas mobilizam força-tarefa para rastrear drones em White Sands; cidadãos chineses são suspeitos de ligação com serviços de inteligência.

Redação•31 de ago. de 2026, 12:10
EUA investigam drones suspeitos de espionagem chinesa em bases militares
Imagem: site

EUA investigam drones suspeitos de espionagem chinesa em bases militares

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Na primavera de 2025, as autoridades dos Estados Unidos iniciaram uma caçada tecnológica perto de uma instalação sensível de testes de mísseis no Novo México. Um drone quadricóptero foi avistado realizando manobras de reconhecimento em espaço aéreo restrito na White Sands Missile Range. O incidente não foi isolado; no outono de 2024, um aparelho semelhante levou agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) a uma perseguição de 56 quilômetros, que terminou apenas quando o objeto cruzou a fronteira com o México.

A armadilha em White Sands

Desta vez, as autoridades americanas prepararam uma armadilha. Durante cinco dias, em meio a condições climáticas adversas, uma força-tarefa composta pelo Exército, FBI, Departamento de Segurança Interna e o escritório do Pentágono para objetos voadores não identificados monitorou os padrões do drone. Utilizando ferramentas de guerra eletrônica, forçaram o pouso do aparelho em um estacionamento da base militar.

Paralelamente, o FBI monitorava dois grupos de cidadãos chineses. O primeiro grupo estava em um trailer Mercedes alugado, tendo atravessado o país de Nova York a Las Vegas antes de seguir para a base. O segundo envolvia uma mulher chinesa que chegou ao Texas em um navio de cruzeiro e permaneceu dentro do Parque Nacional de White Sands após o fechamento dos portões. Embora a mulher tenha sido apenas multada e o grupo do trailer detido e entregue a autoridades federais, investigadores confirmaram que informações da mulher foram encontradas no trailer, ligando os dois grupos.

Desafios da contrainteligência e espionagem

A proliferação de drones baratos transformou o espaço aéreo em um cenário caótico. Autoridades enfrentam dificuldades para distinguir entre entusiastas, cartéis de drogas e agentes estrangeiros. Acredita-se que a China utilize "empreendedores de inteligência" — civis ou estudantes pressionados — para realizar vigilância incômoda, o que dificulta acusações criminais graves, resultando geralmente em penas leves por invasão de espaço aéreo.

Em 2024, Yinpiao Zhou, um cidadão chinês, foi condenado a apenas quatro meses de prisão após ser flagrado com um drone sobre a Base da Força Espacial de Vandenberg. Outro incidente marcante ocorreu em 2023, quando um enxame de drones sobrevoou uma base na Virgínia por 17 dias, gerando uma resposta que funcionários descreveram como um "circo" pela falta de coordenação entre as agências.

Riscos de segurança e novas defesas

Além da espionagem, há o temor de ataques terroristas contra infraestruturas críticas. O roubo de 15 drones agrícolas em Nova Jersey gerou alerta pelo potencial de dispersão de armas químicas. Militarmente, a "Operação Spiderweb" da Ucrânia em 2025, que destruiu aviões russos com 117 drones, serviu como alerta sobre o poder de enxames de aeronaves não tripuladas.

Para enfrentar a ameaça, o Pentágono e o Departamento de Segurança Interna criaram forças-tarefa em 2025 para desenvolver armas de energia direcionada, como lasers e micro-ondas. O Congresso também concedeu novas autoridades à CIA e polícias locais para neutralizar drones. No entanto, falhas ainda ocorrem: em fevereiro, um teste de laser não coordenado forçou o fechamento do aeroporto de El Paso e resultou na queda acidental de um drone da própria CBP por fogo amigo.

O posicionamento da China

Um porta-voz da Embaixada da China negou qualquer envolvimento, classificando as investigações como "especulações infundadas". Apesar do sucesso na operação de White Sands, autoridades americanas admitem que a estrutura de proteção para centros de dados privados e outras instalações sensíveis ainda possui vulnerabilidades críticas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-investigam-drones-suspeitos-de-espionagem-chinesa-em-bases-militares/

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