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EUA querem que compra de diesel russo facilite paz na Ucrânia, dizem fontes

Enviados de Donald Trump afirmam que acordo sobre diesel russo busca retomar negociações de paz com Moscou, segundo fontes.

Redação•12 de out. de 2026, 21:38
EUA querem que compra de diesel russo facilite paz na Ucrânia, dizem fontes
Imagem: site

EUA querem que compra de diesel russo facilite paz na Ucrânia, dizem fontes

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Enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informaram autoridades ucranianas na sexta-feira (9) que um acordo para permitir a exportação de diesel russo faz parte de uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações. A informação foi repassada à Reuters por três pessoas a par do encontro.

O enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, reuniram-se com ucranianos em Miami. Na ocasião, declararam que o presidente russo, Vladimir Putin, não estava disposto a negociar o fim do conflito — que já dura quatro anos e meio — e que o acordo anunciado na semana passada poderia ajudar a retomar conversas trilaterais. A informação foi confirmada por duas das fontes sob condição de anonimato.

Uma terceira pessoa afirmou que os EUA transmitiram a ideia de que o acordo sobre o diesel serviria para suavizar a posição de Moscou, enviando um sinal de que Trump está aberto a realizar ações conjuntas com a Rússia. O acordo prevê o fornecimento de mais de 2,25 milhões de barris de diesel aos mercados dos EUA e global, gerando críticas de legisladores americanos que apontam o financiamento da guerra sem exigência de concessões por parte de Putin.

Na segunda-feira (12), Trump defendeu publicamente o pacto, classificando-o como a escolha certa para o povo americano e argumentando que ele reduzirá os preços de energia nos EUA, tema sensível antes das eleições de meio de mandato que definirão o controle do Congresso. Kushner também reiterou o pedido para que a Ucrânia interrompa os ataques a refinarias russas, sob a alegação americana de que tais ações elevam os custos globais de combustíveis — embora especialistas apontem a guerra no Irã como o principal fator.

No domingo (11), Trump anunciou uma trégua energética entre Moscou e Kiev, mas os lados em conflito não confirmaram o cessar-fogo, e a Rússia atacou alvos do setor energético ucraniano na segunda-feira. A embaixada russa em Washington e o gabinete presidencial em Kiev não responderam imediatamente a pedidos de comentário. Uma pessoa próxima ao Kremlin afirmou que o acordo é uma maneira de trazer a Rússia de volta às negociações, acrescentando que Putin só retornará quando conseguir os 11% restantes de Donbas para apresentar como vitória interna. A Ucrânia declarou que não cederá mais territórios, mas aceita o congelamento nas linhas atuais.

Autoridades ucranianas e europeias manifestaram ceticismo em relação à estratégia dos EUA, vendo-a como uma tentativa de apaziguamento. A reunião em Miami também abordou garantias de segurança para Kiev, fundos de reconstrução e a necessidade de formalizar planos de investimento. Os ucranianos deixaram o encontro sem firmar acordos formais, mas sinalizaram disposição em aceitar a trégua energética caso a Rússia reciprocasse. Segundo as fontes, os enviados americanos não ameaçaram retirar o apoio militar e de inteligência a Kiev caso o país mantivesse os ataques a refinarias.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-querem-que-compra-de-diesel-russo-facilite-paz-na-ucrania/

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