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EUA registram quinta morte por sarampo em 2026 com vítima sem vacina

Quinta morte por sarampo em 2026 nos EUA é confirmada na Pensilvânia; vítima não era vacinada, em meio a surto com mais de 900 casos no estado.

Redação•01 de out. de 2026, 09:30
EUA registram quinta morte por sarampo em 2026 com vítima sem vacina
Imagem: site

EUA registram quinta morte por sarampo em 2026 com vítima sem vacina

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Os Estados Unidos confirmaram a quinta morte associada ao sarampo em 2026. O óbito ocorreu na Pensilvânia e teve como vítima um morador do Condado de Lancaster, conforme divulgado pelo departamento de saúde estadual na quarta-feira, 30. Autoridades locais informaram que nenhuma das cinco pessoas que faleceram em decorrência da doença havia recebido a vacina.

A nova morte integra um surto que já atingiu 39 condados na Pensilvânia, acumulando mais de 900 casos relatados neste ano. Embora o país tenha eliminado a transmissão doméstica do sarampo no ano de 2000, os índices de imunização recuaram para menos de 95%, patamar considerado essencial para evitar surtos.

Dados indicam que a proporção de crianças no jardim de infância com as duas doses recomendadas da vacina tríplice viral caiu de 95,2% no período letivo de 2019–2020 para 92,4% entre 2025 e 2026. A retração deixa cerca de 280 mil crianças sem a proteção adequada, em um cenário associado à desinformação e a debates políticos. O Secretário de Saúde do governo Trump, Robert F. Kennedy Jr., e outros representantes do governo questionaram a segurança comprovada dos imunizantes, além de ocorrerem cortes de verbas para iniciativas locais de vacinação.

Existe divergência na contagem oficial de óbitos. Enquanto o departamento estadual contabiliza cinco mortes, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) registra apenas dois óbitos relacionados ao sarampo em 2026 em sua contagem nacional, sem detalhar os estados ou as datas das ocorrências.

Risco de disseminação e análise especializada

Para Bernardo Maia, diretor do pronto-socorro e da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o risco de o vírus avançar para outros estados norte-americanos é elevado. O médico aponta que a situação na Pensilvânia envolve transmissão comunitária sustentada, evidenciando bolsões de pessoas suscetíveis.

O infectologista esclarece, contudo, que o cenário atual difere do restabelecimento da transmissão endêmica, que exigiria a mesma cadeia viral ativa por ao menos 12 meses. Segundo Maia, a alta transmissibilidade do sarampo faz com que viagens facilitem a propagação do vírus, sendo o impacto determinado pelo nível de imunização de cada localidade.

Reflexo e campanha de vacinação no Brasil

O episódio serve de alerta para o Brasil, onde o sarampo perdeu o status de eliminado em 2019 após ter sido superado em 2016. O estado de São Paulo confirmou 40 casos da doença em 2026, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).

Para incentivar a imunização, a secretaria paulista lançou a campanha "A melhor prevenção é a vacinação", veiculada em rádios, TVs e canais independentes. O esquema de imunização compreende:

  • Crianças de 6 a 11 meses: Dose zero recomendada em cenários de risco aumentado de exposição, sem substituir o calendário regular.
  • Crianças a partir de 12 meses: Primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses com a tetraviral ou tríplice viral combinada com varicela.
  • Pessoas de 5 a 29 anos: Devem iniciar ou completar duas doses da tríplice viral, respeitando um intervalo mínimo de 30 dias.
  • Pessoas de 30 a 59 anos: Devem tomar uma dose da tríplice viral se não houver comprovação prévia de vacinação.

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/eua-confirmam-5a-morte-por-sarampo-vitima-nao-tinha-recebido-vacina/

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