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Ex-vereador Milton Leite é citado em investigação sobre atuação do PCC no transporte de São Paulo

O ex-vereador Milton Leite foi citado como operador de empresas ligadas ao PCC em operação da Polícia Civil e do MPSP em São Paulo.

Redação•17 de set. de 2026, 13:01
Ex-vereador Milton Leite é citado em investigação sobre atuação do PCC no transporte de São Paulo
Imagem: site

Ex-vereador Milton Leite é citado em investigação sobre atuação do PCC no transporte de São Paulo

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O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), foi citado nominalmente como responsável direto pela operação de empresas controladas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A menção consta na investigação da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

A ação policial cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Até o momento, nove suspeitos foram presos. De acordo com as apurações judiciais, 12 das 22 empresas que operam o sistema de transporte coletivo municipal na capital paulista estariam sob o controle da facção criminosa.

Os autos do processo apontam que Milton Leite é apontado repetidamente como responsável pelo funcionamento de negócios ligados à organização. Além de interceptações e relatórios policiais, depoimentos de policiais militares prestados no Tribunal de Justiça Militar indicam que o ex-parlamentar seria o "dono de fato" da Transwolff, uma das principais concessionárias de ônibus da capital.

As investigações também revelam que o ex-gestor mantinha encontros periódicos com investigados para tratar de interesses estratégicos da facção no setor de transporte, especialmente após desdobramentos de operações anteriores, embora não falasse diretamente com todos os operadores da ponta. A medida cautelar foi deferida pelo desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), como desdobramento da Operação Decúrio, realizada em 2024.

Alvos e prisões da operação

Entre os alvos e presos na operação estão:

  • Júlio Salvador Filho: apontado como diretor da A2 Transportes e interlocutor de José Daniel, responsável por decidir sobre a liberação de pagamentos a laranjas.
  • Claudionor Aparecido Sabino Tomaz: citado entre os suspeitos.
  • Levi dos Santos Oliveira: ex-presidente da SPTrans, apontado por ter tido encontros periódicos para tratar de interesses da facção em empresas de transporte, especialmente relacionados à Operação Fim da Linha.
  • Carla de Paula Muller: esposa de Antônio Jose Muller Junior, o "Granada", líder do PCC preso na Penitenciária Federal de Brasília. É apontada por transmitir recados da facção e atuar na exploração do transporte público.
  • Edivania Arruda Botelho Alves ("Lalinha"): apontada como ponte para transmissão de recados de integrantes do PCC presos em Presidente Bernardes.
  • André Cassali: citado entre os investigados.
  • José Ronaldo Alves de Sales ("Ronaldo Cuba"): apontado por atuar no meio político e de transportes, interligando faccionados a políticos e auxiliando em licitações e corrupção de agentes públicos.
  • Edson Antonio de Souza ("Peru"): apontado por atuar no intermédio de interesses da organização em procedimentos licitatórios.
  • Danilo Marco Morgado Silva: candidato a deputado estadual pelo PL e alvo anterior da Operação Decurio.
  • Ciclho Jose dos Santos Filho: advogado apontado como integrante do PCC, cujo escritório teria sido usado como sede de reuniões e para recebimento de valores.
  • Eduardo Medeiros ("Galo"): advogado pessoal de José Daniel Satilite e dono de empresas de transporte.
  • Milton Mello Milreu: advogado apontado por fazer pagamentos periódicos e captar empresas para controle do PCC.
  • Paulo Sirqueira Korek Farias: empresário, gestor de transportes e presidente do Esporte Clube Água Santa.
  • Sergio Luiz Gevaerd de Oliveira: empresário e intermediário entre a organização e o advogado Milton Mello Milreu.

Posicionamentos

Em nota, Milton Leite declarou que está em viagem, negou estar foragido e afirmou que se apresentará às autoridades em até 24 horas para provar sua inocência em todas as acusações.

A defesa de Danilo Morgado (PL) classificou a prisão como perseguição e manobra eleitoral às vésperas da data que proíbe a detenção de candidatos, argumentando que ele havia denunciado supostas licitações ligadas ao PCC na Prefeitura de Praia Grande.

Por sua vez, a Prefeitura de São Paulo informou que a intervenção determinada na Transwolff em abril de 2024, assim como na UPBus, foi uma medida firme para proteger o sistema municipal e preservar o interesse público. A administração municipal destacou que colabora integralmente com o Ministério Público e a Polícia Civil, fornecendo documentos e esclarecimentos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/ex-vereador-milton-leite-e-citado-como-operador-de-empresas-ligadas-ao-pcc/

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