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Exército dos EUA planeja transferir drones da África para a América do Sul

O Exército dos Estados Unidos planeja enviar drones MQ-9 Reaper da África para a América do Sul para reforçar operações militares, segundo a CNN.

Redação•18 de set. de 2026, 14:03
Exército dos EUA planeja transferir drones da África para a América do Sul
Imagem: site

Exército dos EUA planeja transferir drones da África para a América do Sul

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O Exército dos Estados Unidos tem planos de transferir diversos drones MQ-9 Reaper, que atualmente operam na África, para a América do Sul. A medida faz parte de uma estratégia para expandir a presença militar norte-americana na região, conforme informações divulgadas pela emissora americana CNN na sexta-feira, 18.

De acordo com seis fontes próximas ao planejamento consultadas pela emissora, as aeronaves não tripuladas ficarão subordinadas ao Comando Sul dos Estados Unidos. O objetivo é fortalecer futuras operações antiterrorismo e de combate às drogas em colaboração com nações latino-americanas.

A quantidade exata de drones que serão deslocados ainda não foi definida. No entanto, uma das fontes indicou que a movimentação poderá abranger a “maioria” dos equipamentos do modelo MQ-9 atualmente ligados ao comando dos EUA na África. Esses aparelhos são empregados tanto na coleta de dados de inteligência quanto na realização de ataques de precisão. Parte dos equipamentos também poderá ser destinada ao Oriente Médio, região onde os Estados Unidos perderam recursos e unidades do mesmo modelo durante o conflito contra o Irã.

Entre as nações cotadas para abrigar as operações está o Equador, que iniciou neste ano ações militares em conjunto com os Estados Unidos contra grupos apontados por Washington como terroristas. A iniciativa reflete uma alteração mais ampla na diretriz estratégica americana para o continente, com autoridades do governo do presidente Donald Trump defendendo o aumento de missões terrestres contra facções ligadas ao narcotráfico.

No começo do mês, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, cumpriu uma agenda diplomática e estratégica por países sul-americanos, incluindo passagens por Equador, Colômbia e Peru. A viagem teve como finalidade estreitar parcerias econômicas e militares com aliados da região, além de fortalecer a projeção de influência dos EUA.

O planejamento ocorre meses após o governo norte-americano classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na terça-feira, o presidente Donald Trump declarou que o Brasil falhou no enfrentamento a organizações terroristas estrangeiras designadas, apontando que o país teria se tornado um ponto central de distribuição global de cocaína.

Em texto assinado, o presidente dos Estados Unidos afirmou que os grupos criminosos brasileiros configuram uma ameaça crescente à segurança e à paz global, cobrando do governo brasileiro ações imediatas e enérgicas para combatê-los e derrotá-los antes de novas expansões e fortalecimentos.

A postura dos EUA gera resistência por parte do governo brasileiro, que manifesta preocupação com possíveis interferências norte-americanas no território nacional. Há o receio de que a designação seja utilizada como justificativa para uma eventual intervenção ou invasão territorial, a exemplo de ações conduzidas em outras nações. Precedentes citados incluem a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas Forças Armadas dos EUA e bombardeios a embarcações no Mar do Caribe.

Recentemente, os Estados Unidos intensificaram operações antidrogas com ataques a embarcações suspeitas de tráfico no Pacífico oriental e no Caribe, ações que registraram pelo menos 230 mortes. A metodologia recente passou a englobar a interceptação de embarcações, o resgate das tripulações, a transferência de detidos para nações parceiras e a posterior destruição dos barcos.

Procurado pela imprensa, o Pentágono optou por não comentar sobre a possível realocação dos drones MQ-9.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/exercito-dos-eua-prepara-envio-de-drones-a-america-do-sul-para-operacoes-militares-diz-emissora/

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