Crescimento impulsionado pela demanda internacional
As exportações de milho da Argentina devem atingir o patamar recorde de 10 milhões de toneladas nos meses de agosto e setembro. O salto é impulsionado por uma safra excepcional de 71,7 milhões de toneladas e pela crescente demanda internacional, motivada pelas dificuldades logísticas da Ucrânia e pelos impactos do calor extremo nas colheitas europeias.
Competitividade no mercado global
Gustavo Idigoras, presidente da câmara CIARA-CEC, destaca que o grão argentino está altamente competitivo em preço e volume. Enquanto a média de exportação para o bimestre é de 3 milhões de toneladas, o cenário atual de 10 milhões marca um recorde histórico. Países do Norte da África, como Marrocos, Egito e Argélia, têm buscado fortalecer laços comerciais, resultando em um aumento de 45% nos embarques para a região nos primeiros sete meses de 2026.
O impacto da crise na Ucrânia e o papel do Brasil
A escalada dos ataques russos à infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro e a seca severa no Rio Danúbio limitaram severamente a capacidade de escoamento da Ucrânia. Paralelamente, o Brasil — segundo maior exportador global — reduziu suas exportações em quase 20%. Segundo analistas, o milho que antes seria exportado pelo Brasil está sendo absorvido pela crescente indústria de etanol doméstica, que consumiu 98 milhões de toneladas na safra atual, favorecendo a abertura de mercados para o produto argentino.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/exportacoes-de-milho-da-3/
