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ExxonMobil avança em negociações para retornar à Venezuela após duas décadas

ExxonMobil avança em negociações com a PDVSA para retomar atividades na Venezuela e investir em campos que somam mais de 50 bilhões de barris.

Redação•17 de set. de 2026, 15:59
ExxonMobil avança em negociações para retornar à Venezuela após duas décadas
Imagem: site

ExxonMobil avança em negociações para retornar à Venezuela após duas décadas

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A ExxonMobil e a ConocoPhillips avançaram em tratativas com a estatal venezuelana PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.) para retomar as atividades no Cinturão do Orinoco, na Venezuela. O movimento ocorre quase duas décadas após as petroleiras deixarem o país sul-americano.

As conversas da ExxonMobil envolveram o projeto Petromonagas e áreas do bloco Carabobo. Segundo informações do jornal The Wall Street Journal, a companhia se aproxima de um acordo preliminar com a PDVSA para realizar investimentos em campos petrolíferos que totalizam mais de 50 bilhões de barris de petróleo. Enquanto a ExxonMobil avançou nas tratativas nesta quarta-feira (16.set.2026), a ConocoPhillips mantém o seu retorno condicionado à quitação de dívidas decorrentes da expropriação de seus ativos.

O avanço das petroleiras ocorre na sequência de um acordo anunciado pela Casa Branca em 31 de agosto de 2026 com as autoridades interinas venezuelanas. O pacto concedeu à NABEP (North American Blue Energy Partners) concessões válidas por 100 anos para a exploração de 17 campos com reservas comprovadas estimadas em cerca de 65 bilhões de barris.

Termos do acordo e atuação dos EUA

O documento de concessão foi formalizado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth. Entre as principais diretrizes estabelecidas no acordo, destacam-se:

  • Concessão de 100 anos para a exploração de 17 campos de petróleo na Venezuela;
  • Reserva comprovada de aproximadamente 65 bilhões de barris;
  • Transferência de 35% de participação na controladora da NABEP para o Escritório de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos EUA, sem nenhum custo para os contribuintes norte-americanos;
  • Direito do Departamento de Estado norte-americano de adquirir 20% de toda a produção a preço de custo, voltada para suprimento militar e recomposição da SPR (Reserva Estratégica de Petróleo);
  • Direito de preferência na compra dos 80% restantes da produção em cenários de emergência no continente;
  • Conselho da NABEP formado majoritariamente por cidadãos dos EUA, com direito de veto pelo governo norte-americano e sob jurisdição de tribunais federais dos Estados Unidos.

Conforme dados divulgados pela Casa Branca, a NABEP projeta captar capital privado para injetar até US$ 100 bilhões em infraestrutura no território venezuelano. Além disso, a nova Lei de Hidrocarbonetos estima o recolhimento de US$ 200 bilhões em impostos e royalties para o Estado da Venezuela ao longo dos primeiros 25 anos de operação. Parte dessa arrecadação deverá ser direcionada para a reconstrução do país após os terremotos registrados em junho de 2026.

Contexto político e histórico

Segundo a administração dos EUA, a maior parte dos campos concedidos à NABEP estava sob controle ou operação prévia de empresas russas, chinesas ou de grupos associados aos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. A medida foi classificada pela Casa Branca como uma reafirmação da Doutrina Monroe.

As desavenças históricas remontam a 1º de maio de 2007, quando a PDVSA assumiu o projeto Cerro Negro sob a nacionalização do governo de Hugo Chávez. Em 27 de junho de 2007, a participação da ExxonMobil no mesmo projeto foi expropriada após recusa da empresa aos termos impostos, resultando na saída da companhia e em uma longa série de disputas e arbitragens internacionais em tribunais vinculados à Câmara de Comércio Internacional e ao Banco Mundial ao longo dos anos.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/eua-fecham-acordo-por-65-bi-de-barris-de-petroleo-venezuelano/

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