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Fechamento de oleoduto saudita após ataques coloca oferta global de petróleo em risco

O fechamento do Oleoduto Leste-Oeste na Arábia Saudita, motivado por ataques de drones, ameaça a oferta global de petróleo e pressiona os preços no mercado internacional.

Redação•16 de set. de 2026, 11:50
Fechamento de oleoduto saudita após ataques coloca oferta global de petróleo em risco
Imagem: site

Fechamento de oleoduto saudita após ataques coloca oferta global de petróleo em risco

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A decisão da Arábia Saudita de fechar o seu Oleoduto Leste-Oeste, anunciada na sexta-feira após ataques de drones procedentes do interior do Iraque, gerou uma nova ameaça ao mercado global de petróleo. O governo saudita atribuiu a paralisação aos ataques, que causaram feridos e danos materiais. Nenhum grupo assumiu a autoria do ato até o momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou suspeitas sobre grupos proxy apoiados pelo Irã que operam no Iraque. Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou categoricamente a acusação na segunda-feira. A infraestrutura afetada estende-se até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, e abastece refinarias costeiras sauditas, tendo funcionado como rota crucial para redirecionar milhões de barris de petróleo bruto do Golfo Pérsico durante o conflito de mais de seis meses entre os Estados Unidos e o Irã.

Impactos na oferta e projeções de especialistas

Segundo nota da Capital Economics divulgada na segunda-feira, o fechamento da tubulação pode retirar até 4% do fornecimento mundial de petróleo do mercado. A paralisação tem potencial para durar semanas, visto que a extensão exata dos danos permanece incerta. Analistas da Rystad Energy apontam que uma interrupção de um mês pode deixar até 120 milhões de barris de exportações fora de circulação e elevar os preços.

Dados de satélite indicam que nenhum petróleo bruto saudita deixou os portos do Mar Vermelho desde sábado, conforme apontou Ashley Hikmet, chefe de Petróleo Bruto da Axis Limited. Além disso, a Saudi Aramco informou a alguns clientes europeus que não conseguirá entregar cargas de petróleo bruto até meados de novembro. Johannes Rauball, analista sênior da Kpler, estimou que os estoques em Yanbu contêm cerca de 15 milhões de barris, o que garantiriaproximadamente quatro dias de suprimento a uma taxa média de retirada antes que os tanques fiquem vazios.

Richard Bronze, cofundador da Energy Aspects, destacou que o oleoduto operava com média de cerca de 6 milhões de barris por dia durante a guerra, abaixo de sua capacidade máxima de 7 milhões. Para Bronze, a Arábia Saudita poderá retomar alguns fluxos enquanto realiza os reparos, embora uma perda prolongada transforme a situação em uma crise rápida.

Tensão no Mar Vermelho e alta nos preços

A situação no mercado é agravada por movimentações recentes no Iêmen, onde rebeldes houthis apoiados pelo Irã capturaram a cidade portuária de Mocha e a ilha de Perim, na entrada do estreito de Bab al-Mandeb. Essa via marítima servia de alternativa ao Estreito de Ormuz para a exportação de petróleo e derivados sauditas.

Como reflexo das restrições e do fechamento do oleoduto, os futuros do petróleo Brent e do WTI registraram alta superior a 3% na segunda-feira, alcançando US$ 108 e US$ 103 por barril, respectivamente.

Bob McNally, presidente e cofundador do Rapidan Energy Group, classificou a situação como potencialmente catastrófica caso a tubulação não seja reparada em breve, ressaltando que o Leste-Oeste é a rota mais importante para redirecionar o petróleo bruto saudita. No segmento de derivados, o mercado de diesel também sofre pressões adicionais devido aos ataques ucranianos a refinarias russas. Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates, avaliou que uma paralisação prolongada do oleoduto pode empurrar o preço médio do diesel nos Estados Unidos para além de US$ 6,50 por galão.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/fechamento-de-oleoduto-saudita-ameaca-oferta-global-de-petroleo-entenda/

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