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Economia

Fed define taxa de juros pressionado pelo mercado de títulos dos EUA

Federal Reserve decide taxa de juros nesta quarta-feira (16) sob forte pressão do mercado de títulos e de dados persistentes de inflação.

Redação•16 de set. de 2026, 08:33
Fed define taxa de juros pressionado pelo mercado de títulos dos EUA
Imagem: site

Fed define taxa de juros pressionado pelo mercado de títulos dos EUA

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O Federal Reserve (Fed) realiza sua reunião de política monetária sob forte pressão do mercado de títulos, com operadores esperando amplamente que o banco central eleve sua taxa de juros de referência nesta quarta-feira (16), na primeira alta desde 2023. De acordo com a ferramenta de previsão em tempo real CME FedWatch, os traders precificam uma chance de 93% de aumento nos juros.

As apostas mudaram após a divulgação, na sexta-feira (11), de dados que mostraram que a inflação ao consumidor permaneceu persistente em agosto, quadro que também foi agravado desde o início da guerra com o Irã. O rendimento do Tesouro de 10 anos subiu na terça-feira (15), alcançando brevemente seu nível mais alto desde 2007. Por semanas, as probabilidades sobre a decisão do Fed oscilaram em torno de 50%, mas a pressão aumentou com a venda em massa no mercado global de títulos ao longo do ano, elevando os custos de empréstimos para consumidores, empresas e o governo dos Estados Unidos.

Analistas apontam que, caso o Fed decida manter as taxas estáveis, a decisão poderá acelerar a venda de títulos e corroer a credibilidade da instituição no combate à inflação. Vail Hartman, estrategista de taxas dos EUA no BMO Capital Markets, afirmou em nota que seria muito difícil para o Fed deixar as taxas inalteradas sem danificar sua credibilidade, destacando que historicamente o banco central raramente se desvia de decisões precificadas com tanta convicção pelo mercado.

Caso o Fed aumente as taxas de juros em 0,15 ponto — correspondendo à expectativa —, os traders deverão examinar detalhadamente os comentários do presidente Kevin Warsh. Em reunião prévia do Fed em julho, Warsh declarou que deseja que os mercados se movam com base em dados econômicos e recebam uma mensagem não filtrada dos investidores. Desde então, o rendimento de 10 anos fechou em 4,6% em 29 de julho e passou a ser negociado a 5%, patamar próximo a máximas de quase duas décadas. O rendimento do Treasury de 2 anos também opera no nível mais alto em mais de dois anos.

Para Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, Warsh tem adotado um tom hawkish desde junho e precisa entregar o aumento de juros prometido, seguindo a liderança dos mercados financeiros. George Goncalves, chefe de estratégia macro dos EUA no MUFG, alterou sua previsão inicial de manutenção das taxas para um aumento diante do relatório de inflação da semana passada, avaliando que a inércia seria problemática diante dos compromissos públicos de Warsh com a meta de inflação de 2%. Stephen Myrow, diretor-gerente da Beacon Policy Advisors, resumiu que Warsh deu ao mercado uma votação sobre quando o Fed deveria agir, e o mercado votou definitivamente por setembro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/fed-decide-juros-pressionado-pelo-mercado-de-titulos-dos-eua/

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