O desafio da concessão da Malha Sul
O Brasil enfrenta uma decisão crucial para o futuro da infraestrutura logística: a nova concessão da Malha Sul, que abrange 4.248 quilômetros divididos em três corredores. Este processo determinará o destino de um patrimônio estratégico essencial para a economia, a integração regional e o desenvolvimento sustentável do país.
Impactos na economia e na vida do consumidor
Embora pareça um tema distante, a rede ferroviária impacta diretamente o preço final dos produtos. Quando trechos ferroviários são desativados, o transporte migra para as rodovias, elevando o custo logístico e sobrecarregando estradas. Esse cenário, que já foi alertado há 30 anos pelo movimento SOS Ferrovia – O Brasil Trem Jeito, reflete-se hoje em estruturas deterioradas e cidades desconectadas, como exemplificado pelo caso de Ourinhos (SP).
Ferrovia como política de Estado
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, José Claudinei Messias, defende que a nova concessão não deve focar apenas na rentabilidade imediata ou em trechos de alto retorno. A ferrovia precisa ser tratada como política de Estado, garantindo a manutenção de ramais regionais e a resiliência da malha diante de crises e eventos climáticos extremos. A decisão tomada agora terá reflexos nas próximas três décadas, exigindo um planejamento que priorize a conexão entre cidades e o desenvolvimento nacional.
