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Fim da 6x1: Senado vota PEC que reduz jornada de trabalho

Senado realiza última sessão de discussão e deve votar em primeiro turno a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e mudanças na jornada de trabalho.

Redação•14 de out. de 2026, 12:30
Fim da 6x1: Senado vota PEC que reduz jornada de trabalho
Imagem: site

Fim da 6x1: Senado vota PEC que reduz jornada de trabalho

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A discussão sobre o fim da escala 6x1 avançou para o Senado, onde a Casa realiza nesta quarta-feira (14) a quinta e última sessão de debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A votação em primeiro turno no Plenário deve ocorrer logo na sequência.

A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio deste ano, prevê alterações na jornada de trabalho no país. A seguir, entenda o que muda com a eventual homologação da medida.

O que muda na jornada de trabalho?

O texto estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, com um limite de oito horas diárias e dois descansos semanais remunerados. A mudança não permite a redução salarial, incluindo os pisos da categoria. Outros direitos trabalhistas permanecem preservados:

  • 13º salário
  • Férias com adicional de um terço
  • FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
  • Salário mínimo fixado em lei
  • Licenças maternidade e paternidade
  • Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço
  • Adicional de horas extras
  • Repouso semanal remunerado
  • Adicional de remuneração para atividades insalubres, perigosas e penosas
  • Seguro contra acidentes de trabalho custeado pelo empregador

A decisão é imediata?

Se aprovada em primeiro e segundo turnos no Senado, a implementação ocorrerá em um período total de transição de 14 meses, dividido em duas etapas. Após a promulgação, os contratantes terão 60 dias (dois meses) para diminuir a jornada de 44 para 42 horas semanais. Esse mesmo prazo marca o início da obrigatoriedade de dois dias de descanso, com preferência para os domingos. Cumprida essa etapa, haverá mais 12 meses para reduzir a carga horária em mais duas horas.

Quem fica de fora da mudança?

Trabalhadores com formação superior e remuneração superior a R$ 21,1 mil não serão submetidos ao limite de jornada nem ao controle de ponto. Conforme o relatório, a medida pretende garantir maior liberdade contratual a profissionais de alta renda.

O substitutivo foi inserido pelo relator da PEC, Leo Prates (Republicanos), em maio deste ano. Segundo Prates, funcionários altamente qualificados necessitam de menor tutela e possuem capacidade de negociar autonomia na execução de suas atividades. O deputado apontou ainda que o regime atual torna a rotina inflexível para esses profissionais, incentivando a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) e a chamada "pejotização".

Como ficam os serviços essenciais?

O texto preserva a possibilidade de organização diferenciada da jornada para setores como comércio e serviços essenciais. Isso inclui regras para compensação de horas, banco de horas e jornadas especiais, a exemplo da escala 12x36. Além disso, convenções e acordos coletivos poderão ajustar escalas e regimes compensatórios, respeitando os limites da jornada e o direito ao descanso. Durante a transição, tais acordos também poderão ampliar a jornada diária além de oito horas, desde que o teto semanal de 42 horas seja respeitado.

Todos irão folgar no final de semana?

O modelo adota o formato 5x2, assegurando dois dias de repouso semanal remunerado. Contudo, a regra não obriga que a sequência de dois dias de folga ocorra na mesma semana, permitindo a escolha por dias separados.

Para ser homologada no Senado, onde está há mais de quatro meses, a PEC necessita de ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos turnos de votação.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/fim-da-6x1-o-que-preve-a-pec-que-sera-votada-veja-perguntas-e-respostas/

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