A proibição de apostas esportivas e cassinos online no Brasil, anunciada na última sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impactará não apenas os contratos dos clubes da elite do futebol nacional, mas também as divisões inferiores do esporte.
Na Série A, 14 dos 20 times possuem patrocínio de casas de apostas esportivas. Na segunda divisão, a hegemonia se mantém com 11 dos 20 clubes tendo essas parcerias como patrocinador principal. Equipes como Atlético-GO, Avaí, América-MG, Ceará, Goiás e Sport integram o grupo com patrocínio máster desse segmento.
Já na Série C, o número diminui para sete equipes dependentes de parcerias com o setor. O Santa Cruz, por exemplo, conta com o patrocínio da empresa Bet dá Sorte em sua camisa, enquanto o América-MG é patrocinado pela Betbra. No total, considerando as Séries A, B e C, 32 dos 60 clubes do futebol brasileiro possuem patrocínios de bets.
Debate entre Governo e clubes
O Governo tem a intenção de se reunir com os clubes para discutir alternativas após o anúncio do fim das bets feito pelo presidente Lula. O encontro estava marcado para esta terça-feira (29), às 15h (de Brasília), mas acabou sendo adiado e ainda não tem uma nova data definida.
Conforme apuração da CNN, o Planalto mantém-se aberto para escutar as demandas dos dirigentes, ponderando contudo que as equipes precisam se organizar. O anúncio das restrições às bets provocou diversas repercussões no cenário esportivo:
- Clubes publicaram um manifesto contra a possível extinção das casas de apostas no território brasileiro.
- Dirigentes de Flamengo e Fluminense alertaram em entrevistas à CNN na última sexta-feira sobre os prejuízos financeiros esperados para as instituições.
