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Fim das bets ameaça receita bilionária dos clubes de futebol no Brasil

Proibição das apostas esportivas pelo governo federal ameaça contratos de patrocínio que movimentaram mais de 1 bilhão de reais no futebol brasileiro.

Redação•26 de set. de 2026, 13:46
Fim das bets ameaça receita bilionária dos clubes de futebol no Brasil
Imagem: site

Fim das bets ameaça receita bilionária dos clubes de futebol no Brasil

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A proibição das apostas esportivas, as chamadas bets, no Brasil, determinada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, coloca sob forte pressão o mercado de patrocínios do futebol nacional. Dos 20 clubes que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro, 14 contam com empresas do setor como patrocinadoras máster, ocupando o principal espaço comercial nas camisas.

De acordo com apuração de VEJA Negócios, os acordos comerciais entre as casas de apostas e as equipes da elite do futebol brasileiro movimentaram mais de 1 bilhão de reais em 2025. Esse montante representou cerca de 7% de toda a receita acumulada pelos 20 clubes no período, que somou quase 15 bilhões de reais.

Entre os principais exemplos destacados está o Flamengo, que recebe 268 milhões de reais anualmente da Betano — marca que detém 25% do mercado brasileiro de apostas e também dá nome ao Campeonato Brasileiro, conhecido como Brasileirão Betano. No Palmeiras, o vínculo com a Sportingbet atingiu 120 milhões de reais em 2025, sendo 100 milhões de reais referentes à parcela fixa. O São Paulo possui acordo com a Superbet de 80 milhões de reais para 2026, enquanto o Fluminense, também patrocinado pela Superbet, firmou contrato de até 86 milhões de reais.

Outras equipes da Série A também integram ou integraram a lista de parcerias com bets, englobando acordos vigentes para os próximos anos ou já encerrados. A relação inclui Corinthians (Esportes da Sorte), Atlético-MG (H2bet), Santos (Blaze/7K), Bahia (Viva Sorte Bet), Vasco (Betfair), Grêmio e Internacional (Alfa), Vitória (7K), Cruzeiro (Betfair), Botafogo (Vbet), Remo (ObaBet), Athletico-PR (Viva Sorte Bet), Coritiba (Reals), Chapecoense (Zero Um), Bragantino (Betfast) e Mirassol (7K).

Para a temporada de 2026, a configuração de alguns contratos passou por alterações. Clubes como Santos, Vasco, Cruzeiro, Remo e Grêmio substituíram os antigos parceiros por Novibet, Sportingbet, Betnacional, VaideBet e Pitaco, respectivamente. Em contrapartida, Bahia, Athletico-PR, Internacional, Coritiba, Mirassol e Bragantino tiveram os patrocínios cancelados.

Impacto no mercado publicitário e reação do setor

A medida adotada pelo governo federal também gera reflexos em uma parcela ampla do mercado publicitário. Um estudo conduzido pelo Itaú aponta que as empresas de apostas investem entre 5,8 bilhões de reais e 8,8 bilhões de reais anualmente em marketing no Brasil, valor que engloba veiculações em rádio e televisão, mídias digitais, ações com influenciadores, transmissões de eventos esportivos, além de patrocínios a clubes e competições.

Diante do cenário de restrições, operadoras de apostas já iniciaram o envio de notificações a clubes de futebol alertando sobre a possibilidade de rompimento contratual caso ocorra a proibição integral da atividade. Segundo a avaliação do setor, uma restrição parcial voltada apenas a serviços específicos, como cassinos online, resultaria na revisão dos acordos, ao passo que a proibição total eliminaria a justificativa comercial para a manutenção dos patrocínios esportivos.

As movimentações do governo ocorrem em meio a um contexto de aprovação popular expressiva à medida. Uma pesquisa realizada pela Atlas/Bloomberg e divulgada em uma quarta-feira, 23, indicou que 75% da população brasileira apoia a proibição, ao passo que 17% se posicionaram contra.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/o-valor-bilionario-que-os-times-de-futebol-perdem-com-o-fim-das-bets/

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