A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a estratégia de promover agendas e produzir vídeos ao lado de aliados de forte influência regional para a reta final do primeiro turno. Na última quarta-feira (23), lideranças políticas de diferentes regiões do país reuniram-se em um estúdio na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, para gravar conteúdos e realizar transmissões ao vivo ao lado do candidato e entre si.
Parte dos aliados viajou de outros estados exclusivamente para participar da mobilização, permitindo a produção de materiais com recortes locais e a inserção de nomes conhecidos na defesa da candidatura presidencial. A menos de duas semanas do primeiro turno, a campanha busca reforçar a imagem de unidade e fazer com que políticos com eleitorado próprio atuem como porta-vozes do voto útil e da candidatura de Flávio, em um contexto onde o candidato e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentram a maior parcela das intenções de voto nas pesquisas.
Entre as lideranças de São Paulo presentes nas gravações estavam o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB); a primeira-dama paulistana, Regina Nunes; e os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário estadual de Segurança Pública, e André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Tarcísio gravou pela primeira vez com Flávio desde o início oficial da campanha e participou de uma live ao lado do candidato e de Ricardo Nunes, afirmando que a campanha presidencial estava "pegando fermento" e reforçando seu apoio.
O estado do Mato Grosso do Sul foi representado pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pela senadora Tereza Cristina (PP). O Mato Grosso contou com a participação do senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao governo mato-grossense. Pelo Rio de Janeiro, estiveram presentes o senador Carlos Portinho (PL) e Douglas Ruas (PL), candidato ao governo fluminense. Goiás foi representado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL), candidato ao Senado. O senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, também participou das gravações.
A mobilização ainda incluiu Padre Kelmon (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Dallagnol teve o registro ao Senado pelo Paraná deferido pelo TRE-PR, mas uma liminar posterior do TSE suspendeu seus atos de campanha enquanto a Corte analisa recursos sobre sua elegibilidade. Para aliados, a estratégia evita a dependência de uma mensagem nacional única, permitindo dialogar com eleitorados específicos.
Nesta quinta-feira (24), Flávio cumpre agendas em cidades mineiras ao lado de Nikolas Ferreira (PL), candidato à reeleição como deputado federal. Na sexta-feira (25), as agendas ocorrem no Rio de Janeiro com Douglas Ruas e candidatos fluminenses ao Senado, seguidas à noite por um evento em um rodeio em Jaguariúna ao lado de Tarcísio de Freitas.
Durante as transmissões e postagens, Flávio também reforçou o pedido de voto em candidatos aliados ao Senado, citando nomes e números para evitar a divisão de votos e defender um Senado forte para eventuais pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Com análises de trackings estatísticos demonstrando otimismo, a campanha e seus aliados apostam no apoio cruzado e na mobilização exaustiva até o dia 4 de outubro.
