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Flávio Bolsonaro acelera busca por apoios e Lula recalcula rota para o segundo turno

Após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro busca novas adesões políticas, enquanto a campanha de Lula reorganiza a estratégia e debate reformas no Judiciário.

Redação•06 de out. de 2026, 04:30
Flávio Bolsonaro acelera busca por apoios e Lula recalcula rota para o segundo turno
Imagem: site

Flávio Bolsonaro acelera busca por apoios e Lula recalcula rota para o segundo turno

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Após encerrar o primeiro turno das eleições na frente, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a articulação nos bastidores para consolidar novas adesões com foco no segundo turno, marcado para o dia 25. Do outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta o desafio de reorganizar sua estratégia após o resultado desfavorável nas urnas. As informações foram trazidas pela analista de Política da CNN, Jussara Soares, durante o programa CNN Prime Time.

De acordo com a apuração, a equipe de Flávio Bolsonaro já articula apoios importantes. Entre os nomes previstos estão o de Romeu Zema, ex-candidato pelo Novo, além de um encontro agendado com Ronaldo Caiado, ex-candidato do PSD, que deve formalizar seu apoio em breve. O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio, também conduz conversas com legendas de centro, incluindo a Federação União Progressistas e o Podemos. O Republicanos, partido do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também figura entre os aliados esperados.

Para a analista Jussara Soares, a campanha petista atravessa um momento de reflexão e reorganização. O grupo político de Lula aponta maiores dificuldades para captar apoios, uma vez que as demais candidaturas derrotadas no primeiro turno estavam alinhadas ao campo da direita. O presidente reuniu figuras políticas expressivas da esquerda para mobilizar a base na reta final da disputa, com foco principal na região Sudeste. A campanha de Lula também estabeleceu como meta reduzir a abstenção, que atingiu o patamar histórico de 21% no primeiro turno. O âncora da CNN Márcio Gomes lembrou que no pleito de 2022 o índice foi de 20,5%, ressaltando a tendência de menor comparecimento nas urnas no segundo turno, sobretudo nos estados onde os governadores já foram definidos.

No dia seguinte ao primeiro turno, na segunda-feira (5), Lula criticou duramente o Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio à crise envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador Daniel Vorcaro, o presidente afirmou estar carregando nas costas o que classificou como promiscuidade na Corte. O mandatário defendeu a discussão de uma nova reforma do Judiciário com participação da sociedade na escolha dos ministros do STF e a criação de mandatos para os integrantes do tribunal.

No acampamento adversário, a ordem interna é manter a guarda. Segundo o analista de Política da CNN Caio Junqueira, a vantagem de cerca de 13 milhões de votos conquistada no primeiro turno não é tratada como garantia de vitória. A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro consiste em focar em pautas econômicas, como o custo de vida, e reunir uma frente ampla de direita com lideranças vitoriosas e derrotadas no pleito, entre elas Tarcísio de Freitas, Douglas Ruas (PL), Sérgio Moro (PL), Cleitinho (Republicanos), além de Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Além disso, a campanha identificou votações expressivas da direita no Nordeste, apesar das vitórias do PT na Bahia, no Ceará e no Piauí.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/flavio-acelera-apoios-e-lula-recalcula-estrategia-para-2o-turno/

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