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Flávio Bolsonaro acusa Lula de receber propina após áudio divulgado por revista

Candidato ao Planalto criticou Lula após áudio divulgado pela revista Veja mencionar financiamento de filme com recursos não oficiais.

Redação•09 de out. de 2026, 16:13
Flávio Bolsonaro acusa Lula de receber propina após áudio divulgado por revista
Imagem: site

Flávio Bolsonaro acusa Lula de receber propina após áudio divulgado por revista

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O candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL) acusou, nesta sexta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de receber propina de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a realização de um filme biográfico. A declaração foi feita durante um almoço com o candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), e faz referência a um áudio divulgado pela revista Veja, no qual o ex-banqueiro relata tratativas de financiamento para um longa sobre Lula.

Durante conversa com a imprensa, Flávio afirmou ter sido injustiçado e declarou: "Eu fui injustiçado. Vocês não sabem como é difícil disputar um cargo público tomando tanta pancada com mentira. Muita gente me pré-julgou porque eu fui pedir um patrocínio para um empresário para um filme privado sobre o ex-presidente Bolsonaro, sem nenhum tipo de contrapartida, por eu ser senador da República". O candidato acrescentou: "E o que nós vimos agora, com um áudio do próprio Vocaro, dizendo o que sempre falei no dia um: ‘Com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado. Já com o filme do Lula, foi dinheiro por fora’. Esse cara recebeu propina. Então, o Bolsonaro pediu patrocínio e o Lula pediu propina".

A menção a ser "injustiçado" diz respeito a uma reportagem do site Intercept Brasil, que divulgou áudios do senador negociando um repasse de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões, com Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) após a Polícia Federal (PF) iniciar apuração sobre a origem do financiamento do projeto.

Contexto das acusações e investigações

De acordo com a reportagem da revista Veja, Daniel Vorcaro relatou ter negociado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pagamentos em troca de acesso a fundos de pensão de servidores federais. Documentos e mensagens indicam que o empresário teria pago R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula, gerido por Paulo Okamotto, para financiar um documentário sobre Lula no exterior. O material integraria um anexo levado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou falta de provas e não avançou no caso.

Em nota, a PGR declarou que as tratativas "foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado, como devido" e que "não houve interlocução direta do senhor Vorcaro com qualquer representante da PGR". Um integrante do órgão ouvido reservadamente pela CNN Brasil afirmou que o áudio atribuído ao ex-banqueiro não foi enviado à equipe responsável pelas tratativas de delação.

A Polícia Federal informou que recusou a delação de Vorcaro por ausência de elementos mínimos que dessem credibilidade ao conteúdo e negou ter recebido da defesa do empresário anexos, documentos ou informações sobre repasses relacionados ao presidente Lula.

Reações políticas e jurídicas

O presidente Lula criticou o filho de Jair Bolsonaro durante passeata nesta sexta-feira (9), afirmando que "esse país não será governado pelo sócio do Banco Master", sem especificar quem seria o sócio da instituição financeira extinta.

A coligação do presidente classificou o depoimento como uma "farsa com objetivos eleitorais" e apontou que adotará medidas judiciais. Em comunicado, a campanha afirmou ser "estarrecedor" que a publicação traga acusações sem apresentar provas e destacou que não há registro de delação com esse conteúdo na Polícia Federal ou no Ministério Público.

O Grupo Prerrogativas, representado pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, acionou a PF na quinta-feira para solicitar investigação sobre uma suposta articulação entre Vorcaro e a campanha de Flávio com o objetivo de produzir efeito político no período eleitoral.

A defesa de Daniel Vorcaro, representada por Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz, repudiou a divulgação de anexos de colaboração premiada não celebrada e declarou não reconhecer a origem, autenticidade ou integridade do material divulgado. O advogado Daniel Bialski afirmou desconhecer a fala atribuída ao ex-banqueiro. Fontes próximas a Vorcaro confirmaram o áudio repercutido, mas levantaram suspeitas de que a gravação possa ser clandestina devido a uma distorção no início da mídia.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/flavio-acusa-lula-de-receber-propina-apos-audio-divulgado-por-revista/

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