Nesta quarta-feira, 7, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva movimentam suas campanhas em frentes distintas na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O senador do PL concentra suas atenções em Brasília na consolidação de alianças partidárias, enquanto o presidente realiza reuniões com parlamentares de esquerda para reajustar a estratégia digital.
A articulação de Flávio Bolsonaro com o Centrão
Pela manhã, às 9h, Flávio Bolsonaro tem encontro marcado com integrantes da Federação União Progressista, que reúne PP e União Brasil. A reunião ocorre após as duas legendas anunciarem apoio formal ao senador no segundo turno, em decisão unânime comunicada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) e referendada pelos presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda.
A adesão do PP e do União Brasil marca a entrada de forças do Centrão na campanha de Flávio. Ronaldo Caiado (PSD) também formalizou apoio ao parlamentar, e Romeu Zema (Novo) já havia sinalizado na mesma direção. A expectativa é que o Republicanos também anuncie aliança com o bolsonarista no mesmo dia.
Às 11h, o senador se reúne com dirigentes e parlamentares do Novo, incluindo o presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, para receber o apoio oficial do partido. Posteriormente, às 15h, Flávio se encontra com a bancada do PL, em reunião que deve reunir governadores, senadores e deputados federais eleitos para organizar a base política da campanha.
Reunião de Lula com parlamentares para alinhar redes sociais
Do outro lado, Lula se reúne nesta quarta-feira com parlamentares que obtiveram votações expressivas e forte atuação nas redes sociais. Entre os nomes confirmados estão Ana Elisa, Erika Hilton e Sâmia Bomfim. A articulação do encontro foi conduzida pela deputada federal eleita Luna Zarattini, jovem liderança do PT.
O grupo pretende levar ao presidente propostas para reformular a comunicação da campanha digital. A avaliação dos participantes é que mudanças nessa área podem ajudar Lula a diminuir a vantagem alcançada por Flávio no primeiro turno, cuja performance é atribuída, entre outros fatores, à eficiência do adversário nas redes sociais.
