A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) apostou em uma possível virada na capital paulista no segundo turno da eleição presidencial. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu na cidade com 3.052.349 votos (46,58%), contra 2.760.747 (42,13%) do candidato do PL. A diferença entre os dois foi de 291.602 votos.
Os aliados de Flávio destacam que a distância entre os candidatos foi menor do que na disputa entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Naquele ano, Lula recebeu 3.276.512 votos na capital, contra 2.618.593 de Bolsonaro, com diferença de 657.919 votos.
A estratégia da campanha avalia que a menor lacuna entre os candidatos, somada aos apoios recebidos por Flávio no cenário nacional e à força eleitoral da direita no estado de São Paulo, pode contribuir para uma disputa mais acirrada no segundo turno.
Flávio recebeu o apoio de outros candidatos à Presidência que disputaram o primeiro turno, como os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Augusto Cury (Avante). No estado de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apoiado por Flávio, foi reeleito já no primeiro turno. Além disso, as duas vagas em disputa para o Senado ficaram com aliados do senador: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Como parte da estratégia de campanha, Flávio planeja realizar um "bloquinho" na Avenida Paulista no domingo (18). O ato está previsto para o mesmo local onde Lula reuniu milhares de pessoas no último domingo (11).
