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Flávio Bolsonaro cede na escala 6x1 e Lula muda posição sobre maioridade penal

Na reta final da campanha, Flávio Bolsonaro votou pelo fim da escala 6x1 e Lula passou a defender a redução da maioridade penal em crimes hediondos.

Redação•16 de out. de 2026, 09:31
Flávio Bolsonaro cede na escala 6x1 e Lula muda posição sobre maioridade penal
Imagem: site

Flávio Bolsonaro cede na escala 6x1 e Lula muda posição sobre maioridade penal

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Na reta final da campanha presidencial, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram ajustes estratégicos em seus discursos. A avaliação foi feita pelo analista de Política da CNN, Teo Cury, durante o programa CNN Novo Dia.

Segundo a análise, as alterações de postura refletem as dificuldades enfrentadas por ambos na disputa eleitoral. Para Teo Cury, trata-se de uma eleição extremamente polarizada e apertada, cenário evidenciado pelos institutos de pesquisa no segundo turno.

Mudanças na escala 6x1 e na segurança pública

Flávio Bolsonaro votou a favor do fim da escala 6x1 no Senado, apesar de ter resistido inicialmente à proposta e a classificado como "oportunismo eleitoral" e "hipocrisia", argumentando que o momento não era adequado para o debate. Com o voto favorável, o candidato sinalizou que pode alterar a medida caso seja eleito.

Por sua vez, a campanha de Lula propôs uma emenda para alterar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre segurança pública, sinalizando abertura para debater a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. A movimentação alterou o entendimento histórico do próprio presidente e do Partido dos Trabalhadores sobre o tema.

  • Especialistas em segurança pública: Alertam que a redução da maioridade penal pode elevar o número de prisões de jovens e fornecer novos integrantes para o crime organizado e facções criminosas nos presídios.
  • Repercussão política: A mudança de posição de Lula foi notada tanto por aliados quanto por adversários.

Mobilização de rua e atos políticos

As campanhas também intensificaram a disputa pela mobilização popular. Uma manifestação de apoiadores de Lula reuniu público na Avenida Paulista, além de cidades como Rio de Janeiro e Brasília, o que foi considerado um movimento incomum para a esquerda, conforme pontuou Teo Cury ao observar que os lotes da Avenida Paulista costumavam ser ocupados pela direita.

Em reação, a campanha de Flávio Bolsonaro convocou uma manifestação para o domingo (18) seguinte. A equipe do candidato admitiu ter "jogado parada" e passou a demonstrar preocupação com uma possível desmobilização de seus eleitores diante do avanço da campanha adversária nas ruas e redes sociais.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/analise-flavio-bolsonaro-cede-na-6x1-e-lula-na-maioridade/

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