Em agenda realizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (9), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu-se com o prefeito local, aliados e com Douglas Ruas (PL), apontado como o candidato mais votado para o governo fluminense no primeiro turno. Durante conversa com jornalistas após o encontro, Flávio declarou apoio público a Douglas Ruas e o chamou de novo governador do Rio de Janeiro. Segundo o candidato, uma eventual vitória de ambos garantiria um governo estadual alinhado ao presidente da República em pautas delicadas como a segurança pública. A retotalização de votos prevista pelo TRE para este sábado pode resultar na declaração oficial de Ruas como eleito ainda no primeiro turno.
No setor econômico, Flávio desaprovou fortemente a política de subsídios voltada aos combustíveis, adjetivando as ações implementadas como uma “canetada” com motivação eleitoreira. Ele também refutou boatos sobre supostos cortes em programas sociais, taxando tais boatos de mentiras e solicitando apoio no combate ao que denominou de fake news do PT. No que tange à segurança pública, o político declarou a intenção de declarar guerra ao PCC e ao Comando Vermelho.
Flávio manifestou se sentir alvo de injustiças por conta das críticas sofridas após solicitar patrocínio a Vorcaro para a produção de um filme focado em Jair Bolsonaro, reiterando a negação de qualquer oferta de contrapartida relacionada ao seu mandato. Na sequência, apontou acusações contra Lula, afirmando que o petista teria recebido repasses ilegais do mesmo Vorcaro. A campanha de Lula rechaçou as acusações e definiu o relato atribuído ao ex-banqueiro como uma farsa.
Em relação às alianças políticas, Flávio expressou agradecimento público a Augusto Cury (Avante), mencionando um diálogo superior a uma hora entre ambos. De acordo com o candidato, firmaram-se compromissos voltados a propostas já constantes no plano de governo. Mantêm-se, ainda, tratativas com outras legendas visando novas adesões. Bastidores reportados pelo analista de Política da CNN Pedro Venceslau apontam um clima precoce de transição na campanha, com aliados projetando cargos e arranjos antes do término do segundo turno. A recomendação repassada a Flávio consiste em focar nas agendas de rua, abster-se de comentários sobre um provável governo futuro e preservar o ritmo de mobilização observado no encerramento da primeira etapa eleitoral.
