O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, participou de um ato de campanha em Joinville na manhã deste sábado (19). O evento ocorreu no Centro de Convenções e Exposições Expoville e reuniu candidatos da sigla ao governo e ao Senado de Santa Catarina.
Durante a agenda, Flávio criticou o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O candidato classificou a medida como um “ato de desespero”, mas assegurou que pretende manter o novo valor caso seja eleito.
O ato contou com a presença do governador de Santa Catarina e candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL); do candidato a vice-governador em sua chapa, Adriano Silva (Novo); e dos candidatos do PL ao Senado, Carlos Bolsonaro e Carol De Toni. Flávio pediu votos para os dois aliados que disputam as vagas catarinenses no Senado e declarou que, junto com Carlos, tiraria da prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de ambos.
Em seu discurso, o candidato do PL também voltou a atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele criticou o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado não teria “moral” nem capacidade para realizar julgamentos, e disse que pretende trabalhar pelo impeachment do ministro caso vença a eleição. Contudo, Flávio não fez menção ao caso envolvendo o Banco Master durante a fala em Joinville.
Entre as propostas apresentadas, o presidenciável defendeu a redução de impostos, a diminuição de burocracias ambientais para a indústria e políticas de incentivo ao empreendedorismo, citando o programa “Minha Primeira Empresa”, que consta em seu plano de governo. Na área de segurança pública, ele defendeu que facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) sejam classificadas como organizações terroristas.
Após o compromisso em Joinville, a agenda de campanha de Flávio Bolsonaro seguiu para Chapecó, na região Oeste catarinense, onde realizou outro evento na tarde do mesmo sábado.
