Os candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram neste domingo (18) do primeiro debate presidencial do segundo turno, promovido pela Band em conjunto com o jornal Estadão e as emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan. O confronto marca a reta final da disputa eleitoral, com o pleito decisivo marcado para o dia 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro chegou aos estúdios por volta das 19h25, acompanhado por aliados como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além de Sergio Moro (PL), Deltan Dallagnol (Novo) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Lula chegou em seguida, às 19h35, com uma comitiva formada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), o deputado federal André Janones (Rede-MG), e as ex-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Primeiro bloco marcado por propostas de segurança e economia
No primeiro bloco, os candidatos responderam inicialmente sobre maioridade penal. Flávio prometeu declarar guerra ao narcoterrorismo e criar mais de meio milhão de vagas em presídios. Lula defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e mencionou a lei antifacção. Na economia, Lula defendeu o estímulo ao consumo e a circulação de dinheiro nas mãos de microempreendedores, citando a criação do MEI. Já Flávio criticou o endividamento e os gastos federais, prometendo auxiliar cidadãos a pagar dívidas.
O confronto livre trouxe trocas de acusações diretas. Flávio questionou o adversário sobre declarações de Roberta Luchsinger. Lula respondeu afirmando que a Polícia Federal investigará o caso e cobrou esclarecimentos sobre supostas ligações do senador com o "Careca do INSS" e Daniel Vorcaro. A discussão também envolveu familiares, com menções a Lulinha e a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Flávio ainda apontou a presença de Sergio Moro e Deltan Dallagnol na plateia, relembrando a prisão do petista.
Saúde, saídas temporárias e custo de vida no segundo bloco
O segundo bloco abordou temas como saúde, saídas temporárias de presos e o custo de vida. Flávio propôs levar o padrão de atendimento do hospital Albert Einstein para a rede pública com o uso de telemedicina e inteligência artificial, enquanto Lula questionou se a medida representaria privatização. Sobre as "saidinhas", Lula defendeu a ressocialização e o contato com familiares, enquanto Flávio cobrou posicionamento do oponente. No campo econômico, Flávio prometeu manter o Bolsa Família, criar o Ministério da Prosperidade e congelar dívidas de pessoas físicas por seis meses, e Lula defendeu o histórico de poder de compra de sua gestão.
O debate promovido pela emissora foi estruturado em três blocos compostos por perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os postulantes, encerrando com as considerações finais.
