Durante o debate presidencial promovido pela Band em São Paulo neste domingo (18), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou que planeja implementar no Sistema Único de Saúde (SUS) o mesmo nível de atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein, reconhecido como referência na rede privada de saúde.
"Eu quero colocar padrão Einstein no SUS, aquele mesmo atendimento com tecnologia, com médicos, com hora marcada, sem fila, que tem na rede privada. Eu quero levar para o SUS", afirmou Flávio durante o evento.
O candidato informou ainda que convidou Claudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo seu. Entre as medidas propostas por Flávio estão a implementação de um prontuário eletrônico unificado com dados de pacientes das redes municipal, estadual, federal e privada, além da expansão da telemedicina e da Inteligência Artificial. "O SUS vai ser padrão Einstein", reiterou.
Contraponto e debate
Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a proposta e questionou as intenções do adversário em relação ao sistema público. "Será que ele quer privatizar o SUS? Será que ele quer privatizar o SUS? É isso que eu entendi", indagou Lula, argumentando que Flávio não compreende a realidade dos usuários da rede pública e duvidando se o candidato já utilizou uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
Lula também mencionou a gestão da pandemia de Covid-19 pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, afirmando que vidas poderiam ter sido salvas se diretrizes científicas tivessem sido seguidas. A troca de acusações incluiu interrupções, o que levou a mediadora Adriana Araújo a intervir e solicitar que Flávio respeitasse o tempo de fala de Lula.
Ao retomar seu espaço, Lula defendeu suas ações na saúde pública e parabenizou os profissionais da medicina pelo Dia do Médico, comemorado neste domingo. "Tenho muito orgulho de estar trabalhando para recuperar o SUS", declarou o presidente.
