O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) agenda compromissos de campanha em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (14). A expectativa é que ele participe à distância da votação sobre o fim da escala de trabalho 6x1.
A sessão do plenário do Senado está marcada para iniciar às em formato semipresencial, com previsão de início às 14h, enquanto a votação da matéria deve ocorrer somente após as 16h. Desta forma, estando em Porto Alegre à tarde, a perspectiva é que o parlamentar utilize um aplicativo específico destinado a senadores em sessões semipresenciais.
Durante a agenda na capital gaúcha, o candidato tem visita marcada para as 15h na comunidade do Sarandi, apontada como uma das regiões mais afetadas pelas enchentes de 2024. Posteriormente, às 17h, o presidenciável participará de um comício no Largo Glênio Peres, localizado no centro histórico da cidade.
O político estará acompanhado por aliados políticos, incluindo o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), os senadores eleitos pelo estado Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL), o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A estratégia da campanha visa retomar atos de rua pelo país para manter a militância bolsonarista engajada nesta reta final de segundo turno, em resposta às manifestações promovidas pela campanha do adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidenciável tem incentivado aliados a manterem mobilizações nas ruas e redes sociais, contando com figuras ativas como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE).
Posicionamento sobre a escala 6x1
Na terça-feira (13), em Brasília, Flávio declarou que votará a favor do fim do modelo para atender à vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros. "A gente defende algo ainda melhor, eu queria a liberdade pro trabalhador montar sua escala de trabalho. [...] Quando reduz a jornada de trabalho vai ter que contratar mais pessoas, corre o risco de muita gente ir pra informalidade, então isso tudo a gente tá pesando, mas de novo, o meu voto vai ser de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro", afirmou o candidato.
O parlamentar também pontuou que o governo deverá arcar com os custos decorrentes da medida. "Quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados, então o governo que vai ter que bancar essa compensação", acrescentou.
O Partido Liberal (PL) tem direcionado críticas à proposta associada ao governo Lula, classificando a medida como eleitoreira. Embora o fim da escala 6x1 seja uma das principais bandeiras do atual mandatário, o texto não avançou conforme o esperado. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma proposta alternativa focada na remuneração de acordo com as horas trabalhadas, atualmente estagnada no Senado. Aliados avaliam que, caso seja eleito, Flávio poderá revisar eventuais aprovações sobre o tema.
Na terça-feira, em São Paulo, Flávio cumpriu agenda com lideranças do MDB, representantes do empresariado e motoboys. Pela manhã, o candidato esteve na capital federal para visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, no que marcou o primeiro encontro entre ambos em cerca de três meses.
