A Bolsa de Valores brasileira registrou um recorde de fluxo estrangeiro com um aporte de R$ 10 bilhões logo após o primeiro turno das eleições. Caso esse ritmo se mantenha até o encerramento do mês, o desempenho figurará como o terceiro melhor de todo o ano de 2026. No primeiro mês do ano, os investidores de fora já haviam injetado R$ 26,3 bilhões, elevando o acumulado do ano para um saldo positivo de R$ 40 bilhões.
Marília Fontes, apresentadora do programa Resenha do Dinheiro, pontuou que o volume substancial e as marcas históricas acumuladas evidenciam uma transformação no comportamento do capital internacional. Com o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã e a subsequente crise no setor de petróleo gerada pela guerra, os investidores passaram a buscar alternativas além dos mercados tradicionais e consolidados. Nesse cenário, o Brasil ganha destaque devido à forte ligação de sua economia com o petróleo.
Apesar dos números expressivos, Fontes pondera que ainda é prematuro classificar a entrada desse capital estrangeiro como uma mudança definitiva e de longo prazo. No entanto, a especialista destaca que, caso ocorra outra alta expressiva na bolsa no período posterior ao segundo turno, isso poderá servir como um indicativo sólido de permanência do investidor internacional no país.
Impacto na cotação do dólar
O forte ingresso de recursos na bolsa brasileira gerou reflexos diretos no mercado de câmbio. Para realizar os investimentos na B3, os estrangeiros precisaram adquirir reais, movimento que provocou a queda na cotação da moeda americana em relação à divisa nacional.
Sobre o programa
O Resenha do Dinheiro é conduzido por Marilia Fontes (sócia-fundadora da Nord Investimentos), Bernardo Pascowitch (fundador e CEO do Yubb) e Thiago Godoy (conhecido como “Papai Financeiro”). A atração debate assuntos de educação financeira e investimentos de maneira descomplicada e semanal, sendo transmitida às sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na grade da CNN Brasil.
