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Economia

FMI aponta guerra prolongada no Oriente Médio como grande risco

FMI alerta que guerra prolongada e interrupções energéticas no Oriente Médio representam os maiores riscos para as economias locais e da Ásia Central.

Redação•15 de out. de 2026, 04:30
FMI aponta guerra prolongada no Oriente Médio como grande risco
Imagem: site

FMI aponta guerra prolongada no Oriente Médio como grande risco

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, nesta quinta-feira (15), que uma guerra prolongada no Oriente Médio e novas interrupções na produção de energia, em rotas marítimas ou em infraestruturas essenciais constituem os maiores perigos para as economias do Oriente Médio e da Ásia Central.

Segundo Jihad Azour, diretor do FMI para o Oriente Médio e a Ásia Central, o conflito gera um impacto econômico desigual na região, deixando os países diretamente atingidos sob intensa pressão. Em entrevista coletiva concedida durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok, Azour declarou que as perspectivas dependem primordialmente da rapidez na normalização da produção de energia e do comércio, além da preservação da estabilidade macroeconômica. Uma avaliação mais abrangente das perspectivas regionais será divulgada pelo organismo em 22 de outubro.

A entidade apontou que superávits anteriores ao conflito, rotas alternativas, ajustes de demanda e reduções expressivas de estoques ajudaram a mitigar os reflexos do choque energético decorrente dos ataques liderados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, bem como do subsequente fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã. Contudo, Azour pontuou que essas reservas de segurança são finitas, alertando que os estoques estão menores, a capacidade ociosa é mais restrita e novas interrupções podem gerar reajustes expressivos de preços.

Para a região que compreende o Oriente Médio, o Norte da África e o Paquistão, o FMI projeta uma forte contração de 1,3% em 2026, após um crescimento de 3,3% em 2025. O cenário esperado aponta para uma recuperação expressiva, mas desigual, em 2027, com o crescimento estimado em 6,6%. Essa projeção considera a retomada do comércio e do transporte marítimo em condições normais no primeiro trimestre de 2027, a normalização gradual das exportações até meados do mesmo ano e a manutenção de preços elevados do petróleo.

Azour destacou que a previsão se apoia em uma rápida retomada produtiva, citando o exemplo do Catar, que conseguiu acelerar sua recuperação apesar dos danos severos na capacidade de produção de gás natural. Ainda assim, o diretor ressaltou que o choque deixará marcas duradouras em diversos setores e exigirá gastos adicionais para reparar danos na infraestrutura, concentrando riscos em cenários piores do que o previsto.

Países exportadores de petróleo diretamente atingidos pela guerra devem registrar contração acentuada em 2026 e forte retomada em 2027, com a normalização energética, embora a produção permaneça abaixo das projeções anteriores ao conflito. Em contrapartida, as economias importadoras de petróleo da região demonstraram e devem manter resiliência. Na região do Cáucaso e da Ásia Central, o impacto foi enfrentado de maneira relativamente favorável, com a inflação em trajetória de queda. O FMI prevê desaceleração do crescimento nessa área para 5,2% em 2026 e 5% em 2027, ante 6,2% em 2025.

Por fim, Azour recomendou que os gestores de políticas econômicas priorizem a estabilidade de preços, concentrem esforços na reconstrução de reservas fiscais e fortaleçam a capacidade de resistência diante de choques futuros.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/fmi-alerta-para-riscos-de-guerra-prolongada-no-oriente-medio/

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