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Economia

FMI mantém projeção de crescimento global em 3,1% para 2026 e eleva expectativa de 2027

O FMI manteve a projeção do PIB global em 3,1% para 2026 e elevou a expectativa para 2027 a 3,4%, apontando resiliência e riscos inflacionários.

Redação•13 de out. de 2026, 09:31
FMI mantém projeção de crescimento global em 3,1% para 2026 e eleva expectativa de 2027
Imagem: site

FMI mantém projeção de crescimento global em 3,1% para 2026 e eleva expectativa de 2027

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou seu relatório de Perspectivas Econômicas Mundiais, mantendo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em 3,1% para o ano de 2026. Para 2027, a expectativa da instituição financeira foi elevada para 3,4%.

De acordo com o FMI, a economia mundial apresentou resiliência no primeiro semestre de 2026, com desempenho acima do esperado apesar da guerra prolongada no Oriente Médio e das tensões comerciais persistentes. O resultado foi impulsionado por adaptações nas cadeias de transporte e produção, além de um ciclo de investimentos voltado para a inteligência artificial. Contudo, a entidade aponta que esse avanço ocorre de forma desigual e com margens de ajuste cada vez mais restritas.

Desempenho regional e projeções para o Brasil

A estabilidade do indicador global mascara uma redistribuição da atividade econômica entre os países. Nações menos expostas a choques de energia e com maior integração ao setor tecnológico conseguem sustentar o ritmo de crescimento, enquanto importadores de energia com menor ligação tecnológica enfrentam custos elevados e demanda enfraquecida.

Nas economias avançadas, a expansão estimada é de 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027:

  • Estados Unidos: Projeção de 2,3% tanto em 2026 quanto em 2027 (estável para 2026 e alta de 0,2 ponto porcentual para 2027 em relação a abril).
  • Zona do Euro: Crescimento esperado de 1,1% em 2026 e 1,2% em 2027. A Alemanha deve registrar 1,3% e 1,1%, respectivamente, enquanto França (0,4% e 0,7%) e Itália (0,8% e 0,6%) avançam mais lentamente.
  • Japão: Estima alta de 0,7% em 2026 e de 0,7% em 2027.

No grupo de mercados emergentes e em desenvolvimento, a expansão calculada é de 3,7% para 2026 e 4,4% para 2027:

  • Ásia Emergente e em Desenvolvimento: Alta de 5,1% em 2026 e 4,9% em 2027.
  • China: Desaceleração para 4,5% em 2026 e 4,0% em 2027.
  • Índia: Alta esperada de 7,0% em 2026 e repetição de 7,0% em 2027.

Para o Brasil, o FMI prevê um crescimento de 2,2% em 2026 e de 1,9% em 2027, após um avanço de 2,3% em 2025. Em comparação à atualização de julho, houve cortes de 0,2 ponto porcentual para 2026 e de 0,3 ponto porcentual para 2027. Já frente a abril, a estimativa de 2026 subiu 0,3 ponto porcentual, enquanto a de 2027 recuou 0,1 ponto porcentual. Na região da América Latina e Caribe, o FMI aponta taxas de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. No Oriente Médio e Ásia Central, os números estimados são de 0,3% em 2026 e 6,3% em 2027, com destaque para a Arábia Saudita, projetada em 3,3% e 7,9% nestes mesmos anos.

Inflação, riscos e recomendações

O relatório aponta uma aceleração temporária na inflação ao consumidor global, estimada em 4,7% em 2026 e 4,1% em 2027. O avanço em 2026 é impulsionado principalmente por choques de energia e alimentos decorrentes da volatilidade dos conflitos. O volume do comércio mundial de bens e serviços deve desacelerar para 4,6% em 2026 antes de estabilizar em 4,7% em 2027.

Os riscos para a economia global permanecem inclinados para a piora, segundo o FMI. Uma escalada nos conflitos pode manter os preços de alimentos e energia elevados, gerar pressões inflacionárias adicionais e deprimir o crescimento. Por outro lado, o avanço tecnológico ligado à inteligência artificial pode perder força caso ocorra uma reavaliação nas expectativas de lucro, desencadeando correções nos mercados financeiros.

Diante desse cenário de dívida elevada e juros altos, a instituição recomenda que os governos reconstruam seu espaço fiscal. Eventuais apoios contra custos de energia e alimentos devem ser temporários e focalizados. Na política monetária, o FMI orienta calibrar as decisões conforme a realidade de cada nação, equilibrando o combate à inflação com a sustentação da atividade econômica, além de reforçar a segurança energética e a cooperação comercial no médio prazo.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/fmi-mantem-projecao-de-crescimento-global-em-31-em2026-e-eleva-o-de-2027/

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