O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas projeções para a economia brasileira, alertando que o país deve crescer menos em 2027. Segundo a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar 2,2% em 2026 e apenas 1,9% no próximo ano, abaixo do esperado para a América Latina.
As novas estimativas representam cortes de 0,2 ponto percentual para 2026 e 0,3 ponto para 2027 em relação às projeções de julho. O FMI destaca que a desaceleração reflete a combinação de juros altos, menor estímulo dos gastos públicos e um cenário internacional marcado por conflitos e incertezas.
Juros altos e inflação como principais obstáculos
O principal desafio apontado é o impacto dos juros elevados sobre consumo e investimentos. Embora o Banco Central tenha iniciado uma redução da taxa Selic, o crédito continua caro para famílias e empresas. A inflação, que ficou em 5% em 2025, deve recuar para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027, mas ainda permanece acima da meta de 3% do Banco Central.
O FMI prevê que a taxa de desemprego passe de 6% em 2025 para 6,8% em 2027, refletindo um mercado de trabalho menos aquecido. Enquanto isso, o mercado financeiro brasileiro está ainda mais pessimista, com projeções de crescimento de apenas 1,4% para 2027.
Contas públicas e produtividade como desafios
O FMI alerta que o Brasil precisa combinar responsabilidade fiscal com medidas que elevem a produtividade. O elevado endividamento e o custo dos juros restringem a capacidade de ampliar despesas sem comprometer a sustentabilidade da dívida. O desafio será equilibrar ajustes fiscais com investimentos necessários para ampliar a capacidade produtiva do país.
Para 2027, a perspectiva é de inflação menor, atividade mais fraca e desemprego mais elevado, combinando que deverá marcar os primeiros desafios econômicos do próximo governo.
Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/fmi-faz-alerta-sobre-o-que-espera-a-economia-brasileira-em-2027/
