A forte poluição atmosférica causada pela fumaça de queimadas provocou a prorrogação da suspensão das aulas presenciais em Manaus e em outras localidades do estado do Amazonas. Nesta quarta-feira (14), as escolas da rede municipal da capital permanecem sem atividades, enquanto a rede estadual reduziu o horário de funcionamento pela manhã e paralisou os turnos da tarde e da noite.
No interior do estado, a paralisação das atividades na rede estadual de ensino atinge os municípios de Autazes, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara. A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) informou à CNN Brasil que as aulas também estarão suspensas na quinta-feira (15) em Manaus e nos municípios afetados que continuam sob monitoramento. O órgão destacou que a paralisação no dia 15 considera o ponto facultativo previsto no calendário para sexta-feira (16), em referência ao Dia do Professor.
As medidas adotadas pela Seduc seguem diretrizes do Procedimento Operacional Padrão (POP), baseadas na Nota Técnica Conjunta nº 22/2026, emitida em 7 de agosto de 2026 pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O documento orienta sobre ações preventivas para proteger a saúde da comunidade escolar frente às condições do ar.
Por sua vez, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) declarou à CNN Brasil que a interrupção das aulas presenciais na capital ocorre devido à permanência de índices críticos de poluição no ar.
Qualidade do ar e riscos à saúde
De acordo com a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), a média da qualidade do ar na capital atingiu 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³) na manhã desta quarta-feira, patamar considerado “muito ruim”. Em outro informe válido até as 15h da mesma quarta-feira, a Defesa Civil de Manaus classificou a condição atmosférica como “ruim”. Dados da plataforma PurpleAir, obtidos por meio de 14 sensores, registraram concentração de MP2,5 (material particulado fino) de 53,35 µg/m³ às 10h.
Conforme aponta a apuração, a fumaça registrada nas últimas semanas em Manaus decorre de queimadas em municípios do interior amazonense, sobretudo nas regiões Leste e Metropolitana, além de focos originados em outros estados.
Diante dos riscos, que incluem irritação nos olhos, tosse, falta de ar e agravamento de problemas respiratórios — com atenção redobrada para crianças, gestantes, idosos e portadores de doenças respiratórias —, a Defesa Civil emitiu recomendações. Entre as orientações estão manter a hidratação, fazer uso de máscaras do tipo PFF2 (peça facial filtrante de classe 2), abster-se de exercícios físicos e acompanhar os avisos oficiais enquanto perdurar o cenário desfavorável.
