Greve por tempo indeterminado afeta serviços dos Correios
Os funcionários dos Correios iniciaram nesta sexta-feira, 11, uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada durante assembleias realizadas na quinta-feira, 10, em quase todo o território nacional, após o fracasso das negociações entre os trabalhadores e a estatal.
A decisão de interromper as atividades foi confirmada nas seis bases filiadas à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), que abrangem São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul, onde a proposta da empresa foi rejeitada. O cenário de rejeição e aprovação da greve se repetiu nas assembleias de outros estados.
Plano de saúde é o principal ponto de conflito
O epicentro da divergência reside no plano de saúde oferecido aos trabalhadores, aposentados e seus familiares. A direção da estatal pretende alterar sua condição de mantenedora do benefício, o que gera grande apreensão na categoria quanto aos possíveis impactos no custeio e na manutenção da assistência médica.
A paralisação surge após diversas rodadas de negociação e tentativas de mediação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). De acordo com a FINDECT, embora a categoria tenha buscado uma solução consensual, a direção dos Correios manteve-se irredutível quanto às mudanças no plano de saúde.
Crise financeira na estatal
O movimento grevista ganha força em um contexto de severa deterioração das contas da estatal. De acordo com dados oficiais, os Correios registraram um prejuízo de 5,6 bilhões de reais no primeiro semestre de 2026, com o segundo trimestre acumulando perdas de aproximadamente 2,2 bilhões de reais, cenário que coloca a empresa em situação de colapso financeiro.
A FINDECT sustenta que a greve visa intensificar a mobilização e exigir um posicionamento da direção da empresa e do governo federal, mantendo, contudo, a abertura para novos diálogos que atendam às reivindicações dos trabalhadores.
