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G7 anuncia liberação de reservas de diesel para conter disparada de preços

O G7 anunciou a liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel via AIE para tentar conter altas históricas de até 40% nos preços do combustível.

Redação•02 de out. de 2026, 13:56
G7 anuncia liberação de reservas de diesel para conter disparada de preços
Imagem: site

G7 anuncia liberação de reservas de diesel para conter disparada de preços

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O G7, grupo que reúne as sete maiores economias desenvolvidas do planeta, comunicou nesta sexta-feira, 2, que promoverá a liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel e outras reservas estratégicas. A medida será executada por intermédio da Agência Internacional de Energia (AIE) com o objetivo de estabilizar os mercados globais de energia.

A decisão ocorre em um cenário de forte alta nos preços do combustível, que acumulam disparadas de até 40% no Reino Unido e na União Europeia. Nos Estados Unidos, o valor atingiu a marca recorde de US$ 6,38 por galão, o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

De acordo com o comunicado oficial do G7, divulgado pelo gabinete do presidente francês Emmanuel Macron, a ação tem início imediato e se estenderá por quatro meses. O plano prevê uma liberação substancial e antecipada de diesel logo nos primeiros 20 dias por parte dos países membros e parceiros do bloco.

Impactos econômicos e dependência europeia

Enquanto a gasolina abastece majoritariamente veículos de passeio, o diesel movimenta frotas de transporte de cargas, maquinário agrícola, o setor de construção civil e a indústria. Especialistas apontam que a escassez ou a alta nos preços do derivado geram impactos econômicos superiores aos da gasolina, encarecendo o frete de mercadorias e a operação industrial, o que acaba sendo repassado aos consumidores finais e alimentando a inflação.

Georg Zachmann, analista do think tank Bruegel, localizado em Bruxelas, destacou à emissora Deutsche-Welle que décadas de incentivos fiscais deixaram a frota europeia altamente dependente do diesel. Como resultado, a União Europeia produz um excedente estrutural de gasolina — que acaba exportando — e um déficit expressivo de diesel, necessitando de importações.

Fatores geopolíticos e gargalos de refino

A disparada dos preços é impulsionada pelos conflitos em curso no Oriente Médio e na Ucrânia. A crise envolvendo os Estados Unidos e o Irã afetou as rotas marítimas no Estreito de Ormuz — por onde transitava um quinto do combustível mundial — e danificou refinarias locais. Simultaneamente, ataques de drones ucranianos atingiram refinarias russas, reduzindo drasticamente a produção e a exportação de diesel do segundo maior exportador global do produto, atrás apenas dos Estados Unidos.

O mercado global também enfrenta limitações na capacidade de refino ativa. Como as refinarias produzem proporções fixas de gasolina e diesel a partir do petróleo bruto, é inviável elevar de forma imediata apenas a oferta de diesel, processo que ainda exige maior aplicação de calor e refino intensivo.

Estudo da organização Transport & Environment aponta que motoristas europeus passaram a pagar, em média, 30 euros a mais (cerca de R$ 177) para encher um tanque de 50 litros de diesel desde o início do conflito com o Irã.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/g7-anuncia-liberacao-de-100-milhoes-de-barris-de-diesel-contra-disparada-de-ate-40/

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