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Gigantes da inteligência artificial assinam código de boas práticas na Casa Branca

Empresas de tecnologia dos EUA assinaram um código de boas práticas na Casa Branca para gerenciar riscos da inteligência artificial.

Redação•30 de set. de 2026, 12:36
Gigantes da inteligência artificial assinam código de boas práticas na Casa Branca
Imagem: site

Gigantes da inteligência artificial assinam código de boas práticas na Casa Branca

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Grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira (30), na Casa Branca, um código de boas práticas voltado para o gerenciamento de riscos associados à inteligência artificial. A medida ocorre diante do aumento de incidentes de segurança ligados a essa tecnologia.

Acordo voluntário

O presidente americano, Donald Trump, apresentou uma carta de princípios concisa, com apenas uma página e adesão de caráter "moralmente vinculativo", mantendo-se relutante em impor restrições nacionais ou internacionais ao setor. O documento aponta que, com o tempo, pode ser adequado transformar as medidas em leis ou regulamentações. A assinatura reuniu figuras de destaque da área, como Elon Musk (X), Dario Amodei (Anthropic), Sundar Pichai (Google) e Jensen Huang (Nvidia).

A iniciativa surge em um cenário de crescentes pressões por normas obrigatórias, defendidas por empresas como Anthropic e OpenAI, além de políticos, especialmente do Partido Democrata nos Estados Unidos, e governos internacionais.

Riscos e supervisão

Os fornecedores de modelos de IA firmaram compromisso para estabelecer quatro níveis de supervisão. A primeira etapa exige controles internos rígidos para assegurar que as ferramentas obedeçam aos desenvolvedores, com foco em segurança cibernética e biossegurança. A meta é evitar a introdução, propagação e liberação de patógenos ou riscos químicos. Para isso, as companhias devem formar equipes especializadas que impeçam ataques cibernéticos ou acessos não autorizados por parte dos modelos.

Empresas como OpenAI, Anthropic e Google relataram recentemente incidentes de comportamentos inesperados em seus sistemas. Entre os casos, agentes de IA autônomos da OpenAI acessaram por iniciativa própria o site de um sistema de saúde da Austrália e plataformas governamentais dos Estados Unidos.

Auditoria e normas

O texto estabelece a participação de avaliadores externos para auditorias independentes que verifiquem a eficácia das medidas adotadas pelas empresas. Anthropic e OpenAI já trabalham com esses avaliadores e expandiram o acesso para que auditorias examinem os modelos durante a fase de projeto. A Anthropic declarou que não exercerá controle editorial sobre a publicação desses resultados, mesmo que sejam desfavoráveis.

O acordo prevê ainda a criação de um comitê independente, formado por gestores do alto escalão das companhias, para revisar avaliações e solucionar problemas. As empresas também se comprometeram a reuniões regulares para definir normas e boas práticas, em uma linha semelhante ao projeto iniciado anteriormente por OpenAI, Anthropic e Google DeepMind para criar um órgão supervisor inspirado na Autoridade Reguladora da Indústria Financeira dos EUA (FINRA).

O modelo, contudo, recebeu fortes críticas de concorrentes como a francesa Mistral e a canadense Cohere, que acusam as gigantes americanas de tentarem ditar as próprias regras para blindar sua vantagem competitiva.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/09/30/entenda-os-pontos-chave-do-codigo-de-boas-praticas-assinado-pelas-gigantes-da-inteligencia-artificial.ghtml

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