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Governadores em busca de novo mandato chegam à reta final com folga nas pesquisas

Cinco governadores em busca de novo mandato e um ex-prefeito chegam à reta final com vantagens superiores a 20 pontos nas eleições estaduais.

Redação•03 de out. de 2026, 10:27
Governadores em busca de novo mandato chegam à reta final com folga nas pesquisas
Imagem: site

Governadores em busca de novo mandato chegam à reta final com folga nas pesquisas

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A votação deste domingo nas 27 unidades da federação brasileira indica que ao menos onze estados podem definir seus governos já no primeiro turno. Enquanto em alguns locais a ausência de uma segunda etapa ocorre devido à presença de apenas dois nomes competitivos — como na Bahia, em Pernambuco e no Ceará —, em pelo menos seis colégios eleitorais a disputa será encerrada logo na rodada inicial pela forte vantagem de candidatos superfavoritos sobre os concorrentes.

Entre os seis principais nomes com as maiores dianteiras na semana final, registrando pelo menos 20 pontos percentuais de vantagem, cinco são chefes de Executivo estadual que tentam a renovação do cargo: Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina, Rafael Fonteles (PT) no Piauí, Eduardo Riedel (PP) no Mato Grosso do Sul, Daniel Vilela (MDB) em Goiás e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. O único integrante fora desse grupo de governantes é Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, que lidera a corrida para o governo de Roraima com uma vantagem de 25 pontos.

Esses candidatos registram aprovação popular expressiva em suas gestões, variando de 64% a 73%, fator que impulsionou a formação de alianças robustas. Os palanques reúnem até onze partidos no caso de Daniel Vilela, dez legendas nas coligações de Tarcísio de Freitas e Eduardo Riedel, nove siglas com Jorginho Mello e sete partidos ao lado de Rafael Fonteles. As frentes amplas limitam o avanço de opositores, além de assegurarem maior tempo em rádio e televisão e recursos do fundo eleitoral.

Segundo o cientista político da UnB, Murilo Medeiros, as candidaturas conseguiram converter a avaliação positiva de suas administrações em votos, enquanto articulações com forte capilaridade municipal reduzem o espaço para o crescimento político da oposição.

Historicamente, o eleitor brasileiro tende a manter governantes que buscam novos mandatos. Desde o retorno da reeleição em 1998, apenas um presidente da República foi derrotado nas urnas, enquanto nas disputas estaduais de 2022 o recorde foi alcançado com 18 dos 20 gestores (90%) reconduzidos aos cargos. Na atual disputa, 18 chefes de Executivos estaduais tentam a reeleição, sendo que apenas dois enfrentam riscos no primeiro turno: Clécio Luís (União Brasil) no Amapá, que aparece 18 pontos atrás de Antônio Furlan (PSD) segundo o Paraná Pesquisas (55% a 37%), e Mateus Simões (PSD) em Minas Gerais, que contava com 6% dos votos em levantamento da Quaest e ocupa a quarta posição.

As projeções se baseiam em cerca de 2 000 pesquisas eleitorais realizadas para governos locais na campanha de 2026, totalizando quase 3 000 sondagens registradas no Tribunal Superior Eleitoral antes mesmo do segundo turno.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/seleto-grupo-de-governadores-que-tentam-novo-mandato-chega-a-reta-final-com-lideranca-folgada/

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