A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, afirmou na terça-feira (6) que uma eventual gestão de Bolsonaro pretende eliminar o split payment. O mecanismo, integrado à reforma tributária, realiza a retenção automática de impostos no ato da aquisição de um produto ou serviço.
Durante entrevista concedida ao canal do YouTube do jornalista Claudio Dantas, Marques criticou duramente a ferramenta. Na ocasião, ela homenageou Carlos Bolsonaro e Adolfo Sachsida por terem pautado o tema e se oposto ao recurso. Segundo ela, o mecanismo sufoca o capital de giro dos pequenos negócios, que já estaria comprometido.
Ao ser questionada de maneira direta se a equipe econômica tem a intenção de extinguir o sistema, a ex-presidente da Caixa respondeu afirmativamente: “Claro que sim.”
Além disso, Daniella Marques apontou críticas à lentidão na definição das alíquotas da reforma tributária e aos reflexos previstos para a economia. Conforme a declaração, a soma do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) resultará no maior imposto de valor agregado globalmente, com potencial para pressionar a inflação no terceiro setor.
A ex-dirigente também mencionou que um grupo técnico avalia alternativas à reforma para propor soluções no pós-eleições. Para ela, a situação gera incerteza jurídica para os contribuintes, que precisam decidir sobre a adesão ao arcabouço sem conhecer o valor das alíquotas.
