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Economia

Governo calcula impacto de R$ 3 bilhões em três anos com perdão de dívidas de MEIs

Proposta do governo federal prevê anistia de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de microempreendedores individuais inscritos na Dívida Ativa da União.

Redação•13 de out. de 2026, 23:30
Governo calcula impacto de R$ 3 bilhões em três anos com perdão de dívidas de MEIs
Imagem: site

Governo calcula impacto de R$ 3 bilhões em três anos com perdão de dívidas de MEIs

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A equipe econômica da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) calculou que o Projeto de Lei Complementar (PLP) com foco no perdão de débitos de Microempreendedores Individuais (MEIs) registrados na Dívida Ativa da União provocará um impacto de R$ 3 bilhões no período de três anos.

O texto integra um conjunto de iniciativas destinadas aos pequenos negócios divulgado pelo governo federal nesta terça-feira (13), faltando 12 dias para a realização do segundo turno das eleições. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Detalhes do impacto fiscal e alcance

Conforme os dados divulgados pelo governo, a iniciativa contempla a anistia integral de R$ 12,6 bilhões em obrigações financeiras acumuladas por aproximadamente 3,6 milhões de MEIs.

A medida abrange as pendências com a União que foram inscritas em Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026, englobando as contribuições devidas pelos microempreendedores, somadas a juros, multas e encargos legais.

Segundo a administração federal, cerca de 86% do total dessas dívidas — o que corresponde a aproximadamente R$ 11 bilhões — são avaliados como sendo de difícil ou impossível recuperação.

Argumentação da equipe econômica

A equipe econômica sustenta que a persistência na cobrança dessa quantia gera despesas administrativas elevadas para o Estado, sem assegurar o retorno financeiro efetivo.

  • Foco em cobranças viáveis: Com a anistia, a administração pública direciona seus esforços para débitos que apresentam maiores probabilidades de resgate.
  • Alívio financeiro: Os microempreendedores obtêm espaço financeiro para aplicar em suas próprias atividades e restabelecer o pagamento pontual dos tributos.

Em nota oficial, o governo pontuou: "Manter a cobrança desse volume de dívidas gera altos custos administrativos para o governo, sem a garantia de que o dinheiro será efetivamente arrecadado. Com o perdão, o governo passa a focar nas dívidas com maior chance de recuperação, enquanto os microempreendedores ganham um alívio financeiro para investir em seus próprios negócios e voltar a pagar os tributos em dia".

Condições e salvaguardas da proposta

Para assegurar a permanência do perdão, o microempreendedor precisará quitar pontualmente suas contribuições mensais durante o semestre seguinte ao início da vigência da legislação.

Adicionalmente, o governo estabeleceu diretrizes para restringir o alcance da medida:

  1. Quem já efetuou o pagamento do débito antes da vigência da lei perde o direito à restituição ou compensação dos valores.
  2. Garantias associadas também a débitos não perdoados poderão ser preservadas na proporção exigida para a quitação dessas quantias.
  3. A extinção de processos decorrente da anistia fica proibida de gerar, de forma isolada, a cobrança de honorários advocatícios do beneficiado.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/13/governo-estima-que-projeto-que-preve-perdao-a-dividas-de-meis-tera-impacto-de-r-3-bilhoes-em-tres-anos.ghtml

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