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Governo de SP nega irregularidades no Credcesta após Vorcaro citar Kassab

O Governo de São Paulo refutou alegações de favorecimento no credenciamento da PKL One Participações, gestora do cartão Credcesta, após menções a Gilberto Kassab em proposta de delação.

Redação•05 de set. de 2026, 12:30
Governo de SP nega irregularidades no Credcesta após Vorcaro citar Kassab
Imagem: site

Governo de SP nega irregularidades no Credcesta após Vorcaro citar Kassab

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O Governo de São Paulo negou veementemente a existência de qualquer irregularidade ou favorecimento no processo de credenciamento da PKL One Participações, empresa responsável pelo cartão Credcesta, para operar crédito consignado no Estado. A manifestação oficial ocorre após o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, alegar, em uma proposta de delação premiada rejeitada, que doações feitas às campanhas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 teriam feito parte de um acordo com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para assegurar a continuidade das operações do Credcesta na administração paulista.

Entenda as alegações e o contexto da denúncia

As informações sobre a proposta de delação foram publicadas nesta quinta-feira (3 de setembro de 2026) pelos jornalistas Fábio Serapião, Natália Portinari, Artur Rodrigues e Cézar Feitoza, do portal UOL. Segundo o relato de Vorcaro, os repasses financeiros teriam somado R$ 5 milhões, descritos como "contrapartidas financeiras" decorrentes de um suposto "ajuste indevido" mediado por Kassab. Entretanto, Tarcísio de Freitas e o ex-secretário de Governo negam categoricamente as acusações, afirmando que jamais participaram de negociações com Vorcaro.

A proposta de delação, que passou por três versões diferentes, foi rejeitada pelas autoridades competentes devido à falta de ineditismo e de elementos que pudessem corroborar as afirmações. O Credcesta é um produto de cartão de crédito consignado voltado a servidores públicos, operado pela PKL One Participações, empresa vinculada a parentes de Augusto Lima, sócio de Vorcaro. Na versão do fundador do Banco Master, Lima seria o responsável pelas articulações de expansão do produto, buscando garantias de continuidade do negócio em São Paulo após as eleições de 2022 por meio da mediação de Kassab junto à futura gestão de Tarcísio.

A resposta detalhada do Governo de São Paulo

Em nota oficial, o Governo de São Paulo repudiou as insinuações e esclareceu que a PKL foi credenciada em 27 de maio de 2022, ainda durante a gestão anterior, antes de Tarcísio assumir o cargo. A administração ressaltou que o credenciamento é um procedimento administrativo regulamentado por critérios objetivos e não envolve o repasse de recursos públicos. Também foi negada qualquer relação entre a PKL e o Decreto nº 69.126 de 2024, que ampliou o leque de instituições habilitadas para o crédito consignado no Estado.

Dados apresentados pela gestão estadual indicam que a PKL detinha apenas 3,4% do mercado de consignado paulista, enquanto o Banco do Brasil detém mais de 50%. Além disso, novos contratos com a instituição foram suspensos em 19 de fevereiro de 2026, logo após a liquidação da empresa pelo Banco Central. Os contratos vigentes foram mantidos apenas por orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para proteger os servidores.

O governo reforçou que o credenciamento de instituições consignatárias é um ato vinculado e não discricionário: se a instituição cumpre os requisitos legais e as normas do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, ela tem o direito de operar. A escolha de qual banco utilizar cabe exclusivamente ao servidor público, e não ao Estado. A nota conclui reiterando que a atual gestão agiu com rigor e pautada pelos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-justica/governo-de-sp-nega-irregularidades-no-credcesta-apos-vorcaro-citar-kassab/

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