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Governo Federal planeja leiloar Anel Ferroviário do Sudeste para 2027

Com atrasos nos trâmites regulatórios, o leilão do Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118) foi reprogramado pelo governo para o primeiro trimestre de 2027.

Redação•18 de set. de 2026, 06:08
Governo Federal planeja leiloar Anel Ferroviário do Sudeste para 2027
Imagem: site

Governo Federal planeja leiloar Anel Ferroviário do Sudeste para 2027

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O leilão do Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118) foi remarcado para o primeiro trimestre de 2027, conforme informou o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Sampaio. A mudança no cronograma ocorreu devido a atrasos nos trâmites regulatórios necessários para a publicação do edital.

Durante participação no programa Conexão Infra, Sampaio indicou que a expectativa atual é de que o edital seja divulgado até dezembro deste ano. Anteriormente, o cronograma anual publicado pelo Ministério dos Transportes no final de 2025 previa o certame para junho. A disputa chegou a ser remarcada para setembro, conforme apuração da CNN, mas sofreu um novo adiamento.

Detalhes do projeto e investimentos

A projeção oficial aponta que os 575 quilômetros da EF-118 sejam integralmente construídos no prazo de quatro anos. A infraestrutura ligará o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, ao litoral do Espírito Santo, promovendo a conexão com a Malha Sudeste.

O projeto ferroviário estima aproximadamente R$ 4,1 bilhões em investimentos. Desse total, R$ 2,8 bilhões virão da repactuação do contrato da MRS, enquanto R$ 670 milhões estarão relacionados à renovação da Rumo.

A execução das obras ocorrerá em duas fases distintas:

  • Primeira fase (obrigatória): Estende-se de São João da Barra (RJ) até Santa Leopoldina (ES).
  • Segunda fase (opcional): Ficará condicionada à validação de viabilidade por parte do Ministério dos Transportes.

O traçado inicial passou por alterações e excluiu um trecho de 80 quilômetros entre Santa Leopoldina e Anchieta, ambos no Espírito Santo. O trecho havia sido considerado inicialmente como uma contrapartida da Vale pela prorrogação antecipada de seus contratos.

Investimento cruzado e avaliação do TCU

Para viabilizar o leilão, o governo aguarda que o TCU (Tribunal de Contas da União) valide a utilização de contas vinculadas no direcionamento de recursos do investimento cruzado da Rumo e da MRS. A deliberação sobre o processo teve início no começo de setembro, mas o julgamento foi suspenso após três pedidos de vista, com retorno previsto para o Plenário em novembro.

A decisão do tribunal terá impacto em todo o setor ferroviário, definindo a segurança jurídica para o uso de contas vinculadas em contratos futuros. O mecanismo substitui a execução direta de obras fora da concessão por depósitos em conta, direcionando os valores para o vencedor do futuro leilão. Embora previsto no marco ferroviário de 2021 e já utilizado pelo setor, o mecanismo gerava receio no mercado quanto a eventuais problemas legais devido à ausência de um aval formal do TCU.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/apos-atrasos-governo-quer-leiloar-ferrovia-no-sudeste-em-2027/

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