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Governo Lula monitora suposta interferência dos EUA nas eleições de 2026 em quatro frentes

Governo brasileiro monitora quatro frentes de suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026 em favor de Flávio Bolsonaro.

Redação•23 de set. de 2026, 05:32
Governo Lula monitora suposta interferência dos EUA nas eleições de 2026 em quatro frentes
Imagem: site

Governo Lula monitora suposta interferência dos EUA nas eleições de 2026 em quatro frentes

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O governo brasileiro acompanha de perto o que avalia como uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026, direcionada a favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. De acordo com informações apuradas pelo analista de Política da CNN Caio Junqueira, o Palácio do Planalto monitora quatro frentes distintas nessa atuação.

A primeira frente compreende a pressão política direta e o impulsionamento de perfis. Conforme a apuração, o governo identifica um modelo similar ao aplicado em outros países da América Latina, a exemplo de Colômbia e Honduras, onde manifestações públicas de figuras como Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio ocorreram antes de pleitos.

A segunda frente foca no impulsionamento de contas pró-direita e simpáticas a Flávio Bolsonaro a partir de território norte-americano. Há suspeitas levantadas pela campanha do PT e pelo candidato Renan Santos sobre a ocorrência de impulsionamentos pagos originados no exterior. A campanha de Flávio Bolsonaro nega veementemente tais acusações.

Como terceira frente, aponta-se o suposto financiamento por intermédio do fundo RockBridge Network, fundado em 2019 com a participação de J.D. Vance, entre outros. A suspeita é defendida publicamente por Renan Santos e também pelo PT, que formalizou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF). A campanha de Flávio Bolsonaro nega essa alegação.

A quarta frente envolve reuniões de autoridades dos Estados Unidos com influenciadores brasileiros de direita no consulado norte-americano em São Paulo, onde teria sido exposto o posicionamento da Casa Branca em relação ao cenário eleitoral do Brasil.

Para fundamentar o interesse americano no pleito nacional, o governo utiliza um relatório recente da Abin. O documento aponta dois motivadores principais para a atenção dos EUA: o desejo de afastar a influência da China na América do Sul e pautas de segurança pública associadas ao combate ao narcotráfico no âmbito do chamado “escudo das Américas”.

O analista pontua que existe uma diferenciação entre o alinhamento ideológico natural entre o bolsonarismo e o trumpismo — que é confirmado pelos próprios envolvidos — e a transição desse alinhamento para práticas de financiamento, as quais são proibidas pela legislação eleitoral brasileira. No Palácio do Planalto, a percepção de que a interferência ocorre é tratada como sólida e crível, com a expectativa de intensificação até o segundo turno das eleições.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/analise-governo-lula-ve-interferencias-dos-eua-em-quatro-frentes/

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