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Governo pede investigação contra chatbots de IA que simulam amizade e romance

Ministério da Justiça recomendou à ANPD avaliação de riscos de chatbots que simulam amizade e romance com usuários, citando o ECA Digital.

Redação•21 de set. de 2026, 19:45
Governo pede investigação contra chatbots de IA que simulam amizade e romance
Imagem: site

Governo pede investigação contra chatbots de IA que simulam amizade e romance

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) recomendou nesta segunda-feira (21) que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avalie os riscos dos chamados "companheiros de IA". Trata-se de personagens gerados em plataformas de inteligência artificial projetados para simular relações de amizade, companheirismo e romance com os usuários.

Em nota técnica elaborada pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), ligada ao ministério, foi sugerido que a autarquia reguladora examine os serviços com base no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e em suas atribuições de fiscalização.

A publicação do documento faz parte das iniciativas governamentais voltadas à implementação do ECA Digital, legislação que estabelece obrigações de proteção e segurança para crianças e adolescentes no ambiente digital.

Análise preliminar de plataformas

O ministério destacou que o documento não acusa as plataformas de cometerem infrações, mas aponta indícios de "desconformidades" identificadas após o exame preliminar de 13 serviços especializados em companheiros virtuais. A lista avaliada inclui:

  • Character.AI
  • Replika
  • Nomi
  • Candy.ai
  • Kindroid
  • Chai
  • Paradot
  • Talkie
  • CrushOn.AI
  • EVA AI
  • Anima
  • Swipey
  • SpicyChat.AI

Entre os pontos apontados pelo governo como merecedores de investigação estão a eficácia na verificação de idade, os riscos de uso excessivo ou compulsivo, a exposição a conteúdos inadequados e a utilização de dados para a criação de perfis emocionais e comportamentais.

Conforme a secretaria, a maioria dos serviços avaliados utiliza apenas a autodeclaração como método de verificação de idade. O órgão argumenta que a facilidade para burlar esse mecanismo evidencia uma deficiência na aferição etária e indica o acesso provável de menores, o que submete as plataformas às exigências da lei.

Características e recomendações adicionais

As ferramentas de personagens virtuais apresentam funcionalidades variadas, mas compartilham a capacidade de armazenar históricos de conversas, personalizar respostas, simular personalidades e emoções e, em certas situações, disponibilizar amizades, romances e conteúdos direcionados ao público adulto.

O documento técnico também recomenda que o tema seja encaminhado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). O objetivo é investigar eventuais irregularidades relacionadas à forma como as plataformas empregam estratégias de publicidade, monetização e o tratamento de dados dos usuários.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/09/21/companheiros-de-ia-governo-pede-investigacao-contra-chatbots-que-simulam-amizade-e-romance.ghtml

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